O Mineirão será o epicentro de uma das maiores tensões do futebol brasileiro neste sábado, 02, com o reencontro dos rivais após a batalha campal na final do Estadual. O duelo entre Cruzeiro e Atlético-MG, válido pela 14ª rodada da Série A, carrega um peso dramático: é a primeira vez que as equipes se cruzam desde as 23 expulsões ocorridas em março. Com 60 mil torcedores esperados, a Raposa entra em campo em 13º lugar, embalada por três vitórias seguidas, enquanto o Galo, na 15ª posição, tenta desesperadamente estancar uma sequência de três derrotas para não entrar na zona de rebaixamento.
A partida marca uma nova era para o clássico, especialmente pelo adeus de Hulk, que rescindiu com o Alvinegro e desfalca o time no momento mais crítico da temporada. Sem o atacante, que marcou 10 gols sobre o rival desde 2021, o Galo precisará de uma reestruturação emocional e tática imediata para encarar o time celeste. Pelo lado da Raposa, o clima é de afirmação sob o comando de Artur Jorge, que tenta manter o aproveitamento positivo para empurrar o adversário direto para a parte mais baixa da tabela.
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Mudanças táticas para o duelo
A estreia de Artur Jorge no comando do clássico traz um ingrediente estratégico ao confronto. O treinador português, que já superou o Alvinegro em finais continentais no passado, adota o silêncio como arma e mantém a dúvida no gol entre o jovem Otávio e Matheus Cunha. Sem novos desfalques, a tendência é que a equipe mantenha a estrutura que vem dando certo no Brasileirão, explorando o fator casa para pressionar a defesa atleticana desde o apito inicial.
Do outro lado, o técnico argentino Eduardo Domínguez vive dias de pressão máxima e deve escalar um Atlético-MG com uma formação inédita de três zagueiros. Para o confronto, o time optou por fechar totalmente o último treino na Cidade do Galo, escondendo a estratégia que contará com os retornos de Renan Lodi, Lyanco e Vitor Hugo.
