A caminhada de Bia Haddad Maia em solo espanhol ganhou um novo fôlego. Ao superar a norte-americana Ashlyn Krueger e a espanhola Andrea Lazaro no WTA 125 de La Bisbal, a paulistana carimbou sua vaga nas quartas de final e celebrou, pela primeira vez em 2026, duas vitórias consecutivas. O desempenho marca um ponto de virada para a atual número 69 do mundo, que busca recuperar o protagonismo no circuito após um período de oscilações.
Em entrevista ao site Punto de Break, a brasileira abriu o coração sobre o momento de reconstrução que atravessa. “O tênis não se esquece, mas muitas coisas acontecem na vida. Estou em um processo muito pessoal, preciso me conhecer mais profundamente. Tenho vontade de estar lá em cima novamente”, revelou a atleta. Para alcançar esse objetivo, Bia adotou medidas drásticas fora das quadras, como o isolamento total das redes sociais para controlar a ansiedade e manter o foco absoluto no presente.
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Processo de retomada
A retomada da confiança passa pelo trabalho duro com o técnico espanhol Carlos Martinez. A tenista revelou que buscou o treinador justamente para ouvir verdades e sair da zona de conforto. Além da mudança tática, Bia Haddad se inspira em ícones como Gustavo Kuerten, o Guga, para manter o equilíbrio emocional sob a pressão de representar o país. “A maior lição que o Guga me deu não foram os títulos, mas o caráter e os valores”, afirmou a paulistana, que também elogiou a ascensão do jovem João Fonseca.
Nesta sexta-feira, 1º de maio, a brasileira volta à quadra para enfrentar a espanhola Marina Bassols.
