O grito entalado na garganta de uma nação finalmente foi liberado após duas décadas de frustrações e ausências no maior torneio do planeta. A República Tcheca carimbou seu passaporte para a Copa do Mundo de 2026 após uma campanha heroica na repescagem europeia. Sob o comando de Miroslav Koubek, o país, que ocupa a 41ª posição no Ranking da Fifa, provou ter nervos de aço ao despachar adversários em disputas de pênaltis eletrizantes, voltando a figurar entre os melhores pela primeira vez em 20 anos.
O fantasma de 2006
Historicamente, a trajetória da República Tcheca como nação independente no maior palco do futebol ainda busca um capítulo de glória duradoura. Sua única aparição ocorreu na Alemanha, em 2006, quando a equipe até chegou a empolgar ao estrear com uma goleada de 3 a 0 sobre os Estados Unidos. No entanto, o brilho inicial foi ofuscado por derrotas consecutivas para Gana e Itália, o que resultou em uma eliminação precoce ainda na fase de grupos. Agora, os tchecos desembarcam na América do Norte determinados a superar esse fantasma e alcançar, pela primeira vez, as fases eliminatórias da competição.
A caminhada até a vaga foi um verdadeiro teste para cardíacos. Na semifinal da repescagem, a República Tcheca empatou em 2 a 2 com a Irlanda, garantindo a sobrevida com um 4 a 3 nas penalidades. O roteiro se repetiu na final decisiva diante da Dinamarca: após novo 2 a 2 no tempo normal, a precisão tcheca brilhou com um 3 a 1 nos pênaltis. Este triunfo histórico marca apenas a segunda participação da nação como país independente.
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Estrelas e o esquema tático de Miroslav Koubek
A espinha dorsal da “Locomotiva” é um mix de operários incansáveis e talentos refinados, com uma equipe avaliada em 180,80 milhões de euros. No esquema 3-4-2-1, Koubek prioriza o domínio físico e a força aérea. O capitão Tomáš Souček, do West Ham, é a âncora do meio-campo, enquanto Ladislav Krejčí, do Wolves, lidera a defesa como o jogador mais valioso do grupo. No ataque, a esperança recai sobre Patrik Schick, artilheiro do Bayer Leverkusen, auxiliado pela criatividade da joia Pavel Šulc, do Lyon.
Agenda no Grupo A
Sorteada no Grupo A, a seleção terá a missão de enfrentar o México em pleno Estádio Azteca, um desafio de fogo para quem busca superar a campanha de 2006. A estreia da República Tcheca acontece no dia 11 de junho, contra a Coreia do Sul, no Estádio Akron. Na sequência, medem forças com a África do Sul, em 18 de junho, no Mercedes-Benz Stadium, antes do confronto final contra os mexicanos, em 24 de junho.
