Andrea Kimi Antonelli atingiu o ápice de sua meteórica ascensão ao se tornar o mais jovem líder da história da Fórmula 1. O desempenho, impulsionado por duas vitórias consecutivas, colocou o italiano de 19 anos sob os holofotes e gerou comparações imediatas com o lendário Ayrton Senna na imprensa europeia. No entanto, o chefe da equipe Mercedes, Toto Wolff, agiu rapidamente para blindar sua promessa, afirmando que a evolução do piloto segue exatamente o cronograma planejado, sem a necessidade de paralelos precoces com ícones do passado.
O dirigente austríaco foi enfático ao criticar a pressão exagerada sobre o jovem, que superou marcas de Alberto Ascari que duravam desde 1953. “Na Itália, todos querem falar de títulos mundiais e surgem comparações com Senna, algo que não gosto de ler, porque ele tem apenas 19 anos”, declarou Wolff em entrevista por videoconferência. Para o chefe da escuderia, o foco de Antonelli deve ser a continuidade do aprendizado iniciado na temporada anterior, tratando o sucesso atual como parte de um processo natural de amadurecimento técnico.
Enquanto o brilho do italiano domina as manchetes, Toto Wolff fez questão de sair em defesa de George Russell, que ocupa a vice-liderança com nove pontos de desvantagem. O britânico, prejudicado por fatores externos como entradas de safety car no Japão e tráfego intenso, recebeu o aval do chefe, que descartou falhas de pilotagem do veterano. “Não vi muitos erros de George até agora, mas vi corridas escaparem por fatores como safety car ou tráfego”, explicou o mandatário.
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