O treinador Paulo Fonseca revelou que as recentes críticas públicas foram uma estratégia para provocar uma reação imediata em Endrick e garantir o sucesso do Lyon. Após uma sequência de atuações apagadas e cobranças ácidas na última semana, o comandante português explicou que a decisão de barrar o atacante foi um movimento planejado para mexer com o brio do jogador. A tática se provou vitoriosa neste domingo, 12, quando o camisa 9 saiu do banco para participar ativamente dos dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o Lorient.
A tensão começou após o empate sem gols contra o Angers, quando o técnico não escondeu a insatisfação com a falta de mobilidade do atleta. No entanto, após o triunfo de ontem, o tom mudou e o foco voltou a ser o talento de Endrick. “Como treinador, precisamos encontrar estratégias para ter reações dos jogadores, e foi isso que eu fiz. Eu falei para provocar uma reação dele, e vi essa reação”, explicou Paulo Fonseca. O comandante ressaltou que, apesar da pressão, a relação entre os dois é positiva e baseada na evolução do atacante de 19 anos.
A polêmica surgiu devido ao desgaste físico e tático que o brasileiro apresentou recentemente. O técnico havia pontuado que Endrck estava “preso” em campo e oferecendo poucas soluções ofensivas, especialmente após retornar dos amistosos com a Seleção Brasileira. Com apenas um gol marcado nos últimos dez confrontos pelo clube francês, a cobrança pública serviu como um “choque de realidade” para o atleta, que agora demonstra estar mais disponível para trabalhar entre as linhas adversárias.
Desafio de fogo contra o PSG
Agora, o Lyon vira a chave para o compromisso mais difícil da temporada. No próximo domingo, 19, a equipe encara o líder PSG, às 15h45 (de Brasília), em duelo que pode consolidar a ascensão do time na tabela. Atualmente na quinta posição, com 51 pontos, o grupo liderado por Paulo Fonseca precisa de um Endrick inspirado para derrubar o clube parisiense, que ocupa o topo com 63 pontos.
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