O futebol italiano pode presenciar o retorno de um de seus comandantes mais vitoriosos para tentar encerrar o maior jejum da história da Azzurra. Em meio à crise instaurada após a terceira ausência consecutiva em Copas do Mundo, o técnico Antonio Conte manifestou publicamente seu interesse em reassumir a Itália. Com a saída de Gennaro Gattuso após a queda na repescagem para a Bósnia, a federação busca um perfil experiente para reconstruir o prestígio do país, e Conte, que já liderou a equipe nacional entre 2014 e 2016, surge como o favorito para o ciclo de 2030.
Apesar de ter contrato com o Napoli até junho de 2027, o treinador não deve encontrar barreiras políticas para realizar o desejo de volta à seleção italiana. O proprietário do clube napolitano, Aurelio De Laurentiis, afirmou na última terça-feira, 7, que liberaria o técnico para o desafio nacional. “É normal que o meu nome apareça na lista de candidatos para a Nazionale. Se eu fosse presidente da federação, teria o meu nome em consideração. Já estive no banco da Nazionale, conheço o seu funcionamento”, declarou o comandante, que se sente pronto para o desafio.
Experiência para encerrar o pesadelo
A busca por um novo técnico justifica-se pelo currículo pesado de Conte, que acumula títulos por Juventus, Inter de Milão, Chelsea e o recente Scudetto com o Napoli. A federação, que também estuda o nome de Massimiliano Allegri, prioriza alguém que suporte a pressão extrema do cargo. Em sua primeira passagem pelo país, Conte registrou 14 vitórias, seis empates e cinco derrotas, saindo após a Eurocopa de 2016. Desde então, a seleção mergulhou em um abismo técnico, falhando em se classificar para os Mundiais de 2018, 2022 e 2026.
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