Fernando Diniz iniciou sua trajetória no Parque Jorge com a missão imediata de apaziguar os ânimos de um ambiente em ebulição. Durante a apresentação, realizada nesta terça-feira, 7, o técnico minimizou os recentes protestos da torcida organizada no CT Joaquim Grava e cravou que o único remédio para a crise é o resultado positivo. Substituto de Dorival Júnior, Diniz chega com o desafio de estrear já nesta quinta-feira, 9, contra o Platense, na Argentina, pela Conmebol Libertadores.
Durante a coletiva, o treinador ressaltou que a cobrança da Fiel é reflexo da grandeza do clube e que sua função é blindar o grupo para retomar o caminho das vitórias. “É super normal um time que tem o tamanho da torcida do Corinthians e a força que tem o torcedor organizado. Os jogadores precisam aprender a jogar no Corinthians. E todo mundo. Eu aprender a ser técnico do Corinthians cada vez mais. O que acalma isso é ganhar jogo”, declarou o técnico de 52 anos.
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Adaptação tática
Diniz também rebateu as críticas de que seria um treinador “preso” a um único modelo de jogo, citando suas passagens por São Paulo, Vasco e Fluminense como exemplos de flexibilidade. Segundo ele, o elenco atual ditará o ritmo das mudanças. “No fundo eu sempre vou me adaptando aos elencos. A minha ideia é procurar fazer o possível para colocar os melhores em campo. O importante é ter jogadores com confiança e coragem”, pontuou o comandante, que traz na bagagem o título da Libertadores de 2023.
O executivo de futebol, Marcelo Paz, justificou a contratação destacando a identificação do técnico com a Zona Leste de São Paulo e o perfil do elenco, que possui qualidade técnica para o jogo de posse de bola. Com apenas dois treinos antes de viajar para a Argentina, Diniz terá pouco tempo para implementar suas ideias. O objetivo é transformar a “mentalidade de título diária” em pontos na tabela, começando pelo duelo decisivo em solo portenho, marcado para às 21h (de Brasília).
