Na manhã desta terça-feira, dia 7, integrantes da Gaviões da Fiel realizaram um forte protesto na porta do CT Joaquim Grava, motivados pela marca negativa de nove jogos sem vitória do Corinthians. O alvo da vez foi o setor defensivo: os zagueiros André Ramalho, Gabriel Paulista e Gustavo Henrique foram parados e cobrados individualmente enquanto chegavam para o primeiro treino sob o comando de Fernando Diniz.
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O ambiente externo foi tomado por faixas com frases de impacto como “Elenco vagabundo” e “Ou joga por amor ou joga por terror”. A principal revolta dos torcedores reside na suspeita de que o grupo teria provocado a demissão de Dorival Júnior, que não resistiu à derrota para o Internacional. “Acabou as ideias com vocês. Vocês derrubaram o técnico, rapaz. Agora vamos ver se era o técnico mesmo”, disparou Alexandre Domenico, o Alê, presidente da organizada, durante as abordagens aos atletas.
Cobranças individuais e ultimato antes da Libertadores
As manifestações já haviam começado na tarde de segunda-feira, dia 6, quando o volante Raniele e os atacantes Vitinho e Kaio César também foram enquadrados. Raniele ouviu duras palavras sobre a postura em campo, enquanto Kaio César, em transição física, foi questionado pela demora em retornar aos gramados. O tom das conversas foi de ultimato, deixando claro que a paciência da Fiel Torcida se esgotou diante da 16ª posição no Campeonato Brasileiro, onde o Alvinegro soma apenas 10 pontos.
O elenco agora viaja sob enorme pressão para a Argentina, onde encara o Platense, nesta quinta-feira, 9, na estreia da Copa Libertadores.
