A ascensão meteórica de João Fonseca ganha um novo capítulo nesta quarta-feira, 8, diante de um adversário que respira tênis desde o berço. Após atropelar na estreia com uma vitória por 2 sets a 0, o brasileiro agora precisa superar Arthur Rinderknech, atual número 27 do mundo, em um confronto inédito que vale vaga nas oitavas de final do prestigiado Masters 1000 de Monte Carlo.
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Aos 30 anos, Rinderknech chega embalado após despachar o top 14 Karen Khachanov com autoridade. O francês castigou no saque, anotando cinco aces e convertendo três quebras de serviço em pouco mais de uma hora e meia de jogo. Embora ainda não tenha levantado troféus no circuito profissional, o próximo oponente de Fonseca já bateu na trave em decisões importantes, como no Masters 1000 de Xangai, no ano passado, e no ATP 250 de Adelaide, em 2022.
O francês carrega uma árvore genealógica impressionante voltada às quadras. Arthur começou a jogar aos seis anos incentivado pelos pais: Pascal, seu pai, dirige um clube em Paris, enquanto sua mãe, Virginie, chegou a figurar no top 210 da WTA. A lista de parentes tenistas que desafiam o brasileiro indiretamente inclui os primos Benjamin Balleret e Valentin Vacherot — este último, atual 23º do ranking, foi justamente quem o derrotou na final em Xangai.
O que esperar do duelo de João Fonseca
Em quadra, o francês se define como um “lutador”, mas admite que o excesso de perfeccionismo pode ser um entrave em momentos de pressão. Na atual temporada, Rinderknech vive um momento de oscilação, com sete vitórias e sete derrotas em 14 partidas disputadas. Seu último grande teste antes de cruzar com João Fonseca foi em Indian Wells, onde chegou a tirar um set do atual líder do ranking, Carlos Alcaraz, antes de ser superado.
Para o brasileiro, o desafio será neutralizar o serviço potente de Arthur e explorar as brechas emocionais do adversário. O confronto, que acontece nesta quarta-feira, 8, ainda aguarda a definição de horário oficial pela organização do torneio.