O Corinthians agiu com rapidez extrema e definiu Fernando Diniz como seu novo treinador apenas um dia após a demissão de Dorival Júnior. A cúpula alvinegra priorizou um perfil tático que se encaixasse imediatamente nas peças disponíveis no elenco, visando interromper a sequência de nove jogos sem vitórias e a escassez de gols que assola a equipe.
A análise da diretoria para a escolha de Diniz passou pela necessidade de potencializar um grupo que gosta de ter a posse de bola. Com apenas cinco gols marcados nas últimas nove partidas, o ataque tornou-se a maior preocupação. Para o executivo de futebol Marcelo Paz, o novo comandante tem a capacidade de “devolver o melhor futebol ao Corinthians”, unindo organização e agressividade.
O modelo arrojado e a intensidade nos treinamentos foram vistos como os diferenciais necessários para o restante da temporada 2026. A ideia é que o treinador consiga extrair o máximo de um elenco considerado qualificado, mas que estava estagnado tecnicamente.
Urgência de Diniz na Libertadores
A contratação de Fernando Diniz também foi acelerada pela logística. Com estreia marcada na Conmebol Libertadores para esta quinta-feira, às 21h (de Brasília), contra o Platense, na Argentina, o clube precisava de um nome de peso que estivesse pronto para assumir. Como o técnico já estava em São Paulo, a apresentação no CT Joaquim Grava ocorre já nesta terça-feira.
O vínculo do profissional é válido até o fim de 2026, prazo que se alinha ao término do mandato do presidente Osmar Stabile. O currículo recente, com o título da Libertadores conquistado em 2023, foi o selo de garantia que a diretoria buscava para dar segurança ao projeto.
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Primeiro Derby
A nova era começa com uma agenda pesada. Logo após o desafio em solo argentino pela fase de grupos, o treinador terá seu primeiro clássico. No próximo domingo, às 18h30, o Corinthians recebe o Palmeiras na Neo Química Arena, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.