O Corinthians anunciou oficialmente a saída de Dorival Júnior do comando técnico neste domingo, 5, logo após o revés por 1 a 0 diante do Internacional. A decisão da diretoria alvinegra, fundamentada pelo executivo Marcelo Paz sob o argumento de que o trabalho “bateu no teto”, gera um impacto imediato e pesado nos cofres do clube. Para romper o vínculo que era válido até o fim de dezembro de 2026, o Timão terá que desembolsar a quantia de R$ 7,5 milhões referentes à multa contratual do profissional.
A informação sobre os valores da rescisão foi divulgada inicialmente pelo portal Meu Timão. Até o momento, a cúpula corintiana não detalhou como pretende quitar o débito de R$ 7,5 milhões, mas a tendência é que o clube busque um parcelamento junto ao estafe de Dorival para aliviar o fluxo de caixa. Com o cargo vago, o Corinthians agora corre contra o tempo para definir um substituto que consiga estancar a crise técnica que se instalou no Parque São Jorge.
O treinador havia desembarcado no clube em 28 de abril de 2025, para a vaga de Ramón Díaz, e somou 63 partidas à frente da equipe. Sob a batuta de Dorival, o Corinthians alcançou 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, registrando um aproveitamento exato de 50%. Apesar do fim melancólico, o técnico deixa o clube com os títulos da Copa do Brasil — onde superou rivais como Palmeiras e Cruzeiro — e da Supercopa Rei, conquistada em cima do Flamengo por 2 a 0.
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Sequência negativa no Timão
Além das taças, a passagem do técnico ficou marcada pela valorização de jovens como Breno Bidon e a recuperação de peças como Matheuzinho e Raniele. No entanto, o prestígio de Dorival ruiu após uma sequência alarmante de nove jogos sem vitória, incluindo tropeços contra Portuguesa, Santos e Fluminense. O cenário de instabilidade tornou a permanência insustentável, culminando na demissão após a nova derrota em casa.
