A possível saída precoce de Max Verstappen do grid pode custar ao piloto um prejuízo estimado em R$ 1,5 bilhão. O cálculo, realizado por especialistas da University Campus of Football Business e divulgado pelo portal OLBG, leva em conta o que o holandês deixaria de lucrar caso rompa seu vínculo com a Red Bull, que vai até 2028.
De acordo com o Professor Wilson, da instituição britânica, o montante total que o piloto deixaria de embolsar chega a 226 milhões de libras. Se a decisão de parar ocorrer com dois anos de antecedência, as perdas diretas em salários, bônus por desempenho e incentivos variariam entre 151 milhões e 189 milhões de libras. Além das cifras contratuais, a ausência de exposição midiática geraria um impacto severo nas receitas publicitárias do atleta de 28 anos, reduzindo drasticamente seu faturamento comercial fora das pistas.
Apesar dos valores envolvidos, o piloto reitera que sua motivação nunca foi financeira. Após um desempenho discreto no GP do Japão, onde terminou na oitava posição, o tetracampeão desabafou sobre o peso das 24 corridas anuais e a falta de prazer ao guiar os novos modelos da categoria. “Você tem que pensar se isso vale a pena ou se prefere estar em casa com a família. Nunca foi sobre dinheiro. Sempre foi sobre gostar do que faço”, afirmou o holandês, destacando que possui outros projetos pessoais que o empolgam fora da Fórmula 1.
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Cláusulas de saída e o futuro na Red Bull
Diferente de outros acordos do grid, o contrato de Max não prevê multas rescisórias pesadas devido a cláusulas de desempenho que funcionam como “metas”. Segundo o jornal alemão Bild, o piloto pode acionar uma saída unilateral em 26 de julho, data do GP da Hungria, caso não esteja entre os dois primeiros colocados do Mundial de Pilotos até a pausa de verão. Para o próximo ano, as exigências são ainda mais rígidas: apenas a liderança do campeonato garantiria a permanência automática sem brechas contratuais para o piloto.
