O fracasso da Itália na repescagem diante da Bósnia não representa apenas uma mancha eterna no currículo esportivo, mas um colapso financeiro sem precedentes. Nesta quarta-feira, 1º de abril, a Federação Italiana de Futebol (FIGC) começou a calcular o tamanho do estrago causado pela terceira ausência seguida na Copa do Mundo. A estimativa é de que a eliminação resulte em uma perda de receita de 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 180 milhões).
O prejuízo é dividido em frentes que castigam o caixa da federação. Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, as cláusulas conhecidas como “malus” — termo em latim para penalidades por mau desempenho — devem custar 9,5 milhões de euros (R$ 57,1 milhões) em descontos aplicados por patrocinadores. Além disso, a entidade terá que abrir mão de 9 milhões de euros (R$ 27 milhões) que seriam pagos pela FIFA apenas pela participação na fase de grupos. O mercado norte-americano, visto como potência comercial, também deixará de render cerca de 10 milhões de euros previstos em vendas de camisas e produtos licenciados.
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A frustração dos torcedores e dirigentes aumenta ao observar os valores que a seleção deixou de disputar. Caso avançasse de fase, os prêmios seriam progressivos: 11 milhões de euros pelas oitavas e até 45 milhões de euros para o grande campeão. O cenário é ainda mais doloroso porque a Itália teria caído no Grupo B, ao lado de Canadá, Catar e Suíça, uma chave considerada acessível pelos especialistas. Com o novo formato do Mundial, onde até os melhores terceiros colocados avançam, a eliminação precoce é vista como um desastre administrativo total para o time de Gennaro Gattuso.
Sem o brilho do Mundial para impulsionar a marca, a FIGC perde o poder de barganha para negociar com novos parceiros comerciais. A ausência de ingressos para amistosos de preparação e a queda no interesse por produtos oficiais completam o quadro de crise. Agora, a primeira campeã mundial a ficar fora de três edições seguidas (2018, 2022 e 2026) precisará reformular não apenas o seu futebol, mas toda a sua estrutura econômica para sobreviver a mais quatro anos.