Nesta terça-feira, 31, o modesto Estádio Bilino Polje, em Zenica, será o palco de um dos confrontos mais tensos da temporada. O duelo entre Bósnia e Itália pela repescagem da Copa do Mundo acontece sob condições críticas: o gramado apresenta falhas e irregularidades, enquanto os vestiários chamam a atenção pela simplicidade extrema. Imagens divulgadas pela imprensa italiana revelaram que a banheira de gelo para os atletas da Azzurra é, na verdade, uma bacia preta improvisada perto dos chuveiros.
A situação climática em Zenica, cidade a 70 quilômetros da capital Sarajevo, adiciona uma camada de drama ao confronto. O estádio amanheceu coberto por neve nos últimos dias e a previsão para o horário do jogo é de chuva com temperaturas abaixo de zero. Para o embate, a seleção tetracampeã mundial precisou alterar sua logística, desembarcando no país apenas na noite de segunda-feira para minimizar o desgaste. O técnico Gennaro Gattuso, no entanto, rechaçou qualquer reclamação sobre o campo de jogo: “O campo é um álibi. Se começarmos a pensar nisso, é coisa de gente fraca”, disparou o treinador.
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Punição por racismo e público reduzido no caldeirão
Embora o Bilino Polje tenha capacidade para 15 mil torcedores, a partida decisiva contará com apenas 9 mil pessoas nas arquibancadas. A redução de público é fruto de uma punição disciplinar severa aplicada à Bósnia após manifestações racistas de sua torcida em um jogo anterior contra a Romênia. Mesmo com o setor interditado, a pressão interna promete ser sufocante. A estrutura envelhecida do estádio, casa do NK Celik Zenica, transforma o jogo em um verdadeiro teste de sobrevivência psicológica para os italianos, que lutam para não ficar fora do terceiro Mundial consecutivo.
Dentro das quatro linhas, a Bósnia joga para alcançar sua segunda Copa na história, enquanto a Itália tenta espantar o fantasma das ausências de 2018 e 2022.