A decisão do Comitê Olímpico Internacional de restringir a participação de atletas transgêneros nas Olimpíadas de Los Angeles gerou uma revolta imediata no mundo do esporte. Nesta sexta-feira, 27, a jogadora de vôlei Tifanny Abreu utilizou seu perfil oficial para classificar a nova política de elegibilidade da entidade como uma medida excludente. O embate surge após a aprovação, na última quinta-feira, 26, de uma regra que limita a categoria feminina baseando-se em exames genéticos específicos.
Em uma publicação contundente, a atleta afirmou que a medida não atinge apenas a comunidade trans, mas coloca em xeque a segurança de todas as esportistas. “Essa notícia é muito triste e representa um grande retrocesso para o esporte”, escreveu a jogadora. Segundo Tifanny Abreu, critérios baseados no gene SRY e no cromossomo Y podem abrir precedentes perigosos para questionar a identidade de mulheres cisgênero, fragmentando a união feminina dentro das competições mundiais.
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Tifanny questionou o argumento utilizado pela entidade de que a proibição visa proteger a “justiça e a segurança” das competições. Para a brasileira, o foco da discussão ultrapassou o desempenho físico e se tornou uma disputa sobre quem é reconhecida como mulher na sociedade. “Quando o assunto envolve pessoas trans, sempre surge uma tentativa de tirar, excluir, questionar sua presença, independentemente do contexto”, desabafou, citando ainda que o avanço de ideologias conservadoras têm ajudado a desmontar conquistas históricas de representatividade.
