A partida entre Praia Clube e Tijuca, nesta terça-feira, 24, vai marcar a despedida de Carol Gattaz das quadras. Aos 44 anos de idade, a central anunciou sua aposentadoria do vôlei e falou sobre desafios ao longo da carreira, inclusive por conta da saúde mental.
“A questão da saúde mental é muito importante para nós, atletas, porque quem não consegue entender essa intensidade com que as informações chegam para a gente. É claro que eu tive momentos de altos e baixos. Já tive momentos de burnout dentro da minha carreira. Mas eu sempre tive um suporte muito grande, primeiro da minha família e, segundo, dos profissionais que sempre estavam comigo, terapia, psiquiatra também. Quanto mais a gente aceita isso, e quanto antes, mais a gente acaba melhorando a nossa cabeça”, disse Carol Gattaz em entrevista à TV Integração e ao ge Triângulo.
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Carol Gattaz destaca impacto das redes sociais na pressão sobre atletas
Medalhista de prata com a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021, Carol Gattaz também destacou o impacto das redes sociais no aumento da pressão sobre atletas. De acordo com ela, isso ajudou no crescimento do esporte, mas também mudou a relação com os fãs e críticos.
“Desde 1995 eu jogo vôlei e mudou praticamente tudo. Virou um esporte mais profissional, muito mais técnico agora e com muita força. E fora de quadra também, a relação com os fãs, com a própria mídia. Depois das redes sociais, então, ficou muito mais expansiva na nossa carreira, como as pessoas nos conhecem, têm muito mais acesso a nós. Não só a nós como atletas, mas como pessoas também. Não que antigamente não fosse importante, mas não tinha essas cobranças tão imediatas que a gente tem. Se a gente perde um jogo, a gente é a pior jogadora do mundo. Se a gente ganha um jogo no próximo, a gente já é a melhor do mundo, já tem que ser convocada”, comentou Carol Gattaz.
Longe das quadras há mais de um ano, por conta de uma grave lesão no joelho, a central decidiu encerrar a carreira. Carol Gattaz teve passagens por São Caetano, Paraná (hoje Sesc-Flamengo), Osasco, Campinas, Vôlei Futuro, Minas e Praia Clube, além de clubes na Itália e no Azerbaijão. A central foi convocada para defender a Seleção Brasileira pela primeira vez em 2003. Ela ainda conquistou cinco ouros no Grand Prix e a prata nos Jogos de Tóquio.
“Obviamente que eu tive momentos, mas eu posso dizer que, durante toda a minha carreira, os fãs foram sempre muito queridos e suaves comigo, vamos dizer assim. Claro que tiveram muitas críticas, mas eu acho que nada tão pesado e tão constante. Eu sou muito grata por isso também, mas com certeza eu trabalhei muito minha saúde mental”, encerrou Carol Gattaz.
