Prata com a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021, Carol Gattaz anunciou sua aposentadoria do vôlei, aos 44 anos de idade. A central vai se despedir nesta terça-feira, 24, às 21 horas (de Brasília), durante o duelo entre Praia Clube e Tijuca, pela última rodada da fase classificatória da Superliga Feminina.
“Nós decidimos que era melhor assim, não só para o meu joelho, mas para minha vida, o meu pós-carreira. Eu quero ter uma vida saudável e eu tive que decidir parar de jogar. Não que eu quisesse, mas para preservar a minha saúde como ser humano”, disse Carol Gattaz em entrevista à TV Integração e ao ge Triângulo.
A veterana não entra em quad,ra desde o dia 15 de março de 2025, na partida entre Praia Clube e Brusque, pela Superliga Feminina. Na ocasião, Carol Gattaz sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo e, desde então, não conseguiu se recuperar.
“É um momento que a gente nunca quer que chegue. Para mim, chegou. A grande tomada de decisão foi a partir do momento em que meu joelho já não está conseguindo mais responder aos tratamentos que a gente fez. Nós brigamos durante um ano. Eu tive essa minha cirurgia de LCA, menisco e colateral, que teoricamente a gente voltaria em nove meses. Depois dos nove meses, eu descobri outra lesão em cima dessa, que é a lesão da cartilagem com edema ósseo. Aí começaram todos os problemas a mais. A gente não conseguia voltar, a gente tentando treinar muito e não conseguia, estava meio incapacitante”, contou.
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A carreira de Carol Gattaz no vôlei
Carol Gattaz teve passagens por São Caetano, Paraná (hoje Sesc-Flamengo), Osasco, Campinas, Vôlei Futuro, Minas e Praia Clube, além de clubes na Itália e no Azerbaijão. A central foi convocada para defender a Seleção Brasileira pela primeira vez em 2003.
Ela conquistou cinco ouros no Grand Prix, mas ficou de fora dos Jogos Olímpicos de 2008, 2012 e 2016. Sua primeira e única participação nas Olimpíadas foi em Tóquio 2021. Carol Gattaz foi eleita a melhor central da competição e a Seleção Brasileira ficou com a medalha de prata.
“Sempre foi o meu maior sonho desde criança. Ter ido para as Olimpíadas, depois de tantos cortes que eu tive, e ganhar uma medalha para mim foi a cereja do bolo de toda a minha carreira. Ninguém acredita que uma atleta de 40 anos vai conseguir performar em alto nível nessa idade. Cheguei lá e consegui, eu com a minha equipe maravilhosa. Esse grupo se encaixou muito e a gente conseguiu disputar uma final olímpica, que já é um grande sonho. Depois, eu ser escolhida, obviamente, na seleção do campeonato, uma das melhores centrais, foi para mim a realização de um sonho completo”, encerrou Carol Gattaz.
