O lateral-direito Marvin Senaya, destaque do Auxerre, da França, tornou-se o centro de uma disputa diplomática e esportiva entre as seleções de Gana e Togo. Com um intervalo de apenas dois dias, as duas seleções divulgaram suas listas de convocados contendo o nome do mesmo defensor. A convocação dupla forçou o atleta a tomar uma decisão pública e imediata.
Nascido em Saint-Maurice, na França, o jogador possuía o direito de escolha devido à sua linhagem: ele é filho de Yao Mawuko Senaya, ex-jogador da seleção do Togo, mas também possui ascendência ganesa. A convocação por Togo parecia o caminho natural para seguir os passos do pai, mas o sonho da Copa do Mundo de 2026 falou mais alto. Enquanto Gana está garantida no Mundial e usará os amistosos contra Áustria e Alemanha como preparação, Togo está fora da disputa e foca em um novo ciclo contra Guiné e Níger. “Gana é uma nação do futebol com uma história rica, e estou emocionado por ter sido chamado para representá-la”, declarou o jovem nas redes sociais.
Ver essa foto no Instagram
Técnicos divergem sobre “sim” do jogador
A decisão de Senaya deixou um rastro de insatisfação, especialmente do lado togolês. O técnico de Togo, Patrice Neveu, afirmou categoricamente que o lateral havia dado sua palavra de que defenderia o país de seu pai. “O que quero dizer é que ele deu seu consentimento, e foi verbal. Não quero entrar em debates”, disparou o treinador. Por outro lado, a federação de Gana garantiu que jamais faria a convocação sem uma garantia formal. “Seria antiprofissional anunciar sua convocação se ele não tivesse concordado. Existe essa garantia da parte dele”, rebateu Henry Asante Twun, diretor de comunicações dos “Black Stars”.