Em entrevista ao ge, o atacante Endrick falou pela primeira vez sobre o sentimento de retornar à Seleção para os amistosos contra França e Croácia, agendados para os dias 26 e 31 de março, respectivamente. Após um período turbulento marcado por lesões e pouco espaço no Real Madrid, a convocação é celebrada como o ápice de um planejamento estratégico que levou o jovem ao Lyon para recuperar o ritmo de jogo. “É sempre emocionante ser chamado para defender o Brasil. Comemorei muito com minha esposa”, revelou o jogador.
A decisão de trocar temporariamente o gigante espanhol pelo futebol francês foi fundamental para que a convocação se tornasse realidade sob o comando de Carlo Ancelotti. Com seis gols e três assistências em 12 partidas, o atacante assumiu o protagonismo que precisava para convencer o técnico italiano. “Vim buscar uma sequência que eu sabia que ia ser mais difícil em Madri, pelas opções que tinham e pelo tempo que fiquei parado por conta da lesão. As convocações sempre vão ser consequência do que tiver fazendo bem”, explicou o atleta de 19 anos, agora titular absoluto pelo Lyon.
Com os duelos nos Estados Unidos batendo à porta, Endrick prega a união total do elenco, traçando um paralelo histórico com a conquista do Penta em 2002. Para ele, o sucesso na Copa do Mundo depende da criação de um vínculo inquebrável entre os jogadores. “Está chegando a hora em que vamos deixar nossas famílias para formar uma outra”, projetou o jovem, destacando que a experiência no futebol profissional o ensinou a lidar com a pressão e as oscilações. “É importante saber reagir o mais rápido às derrotas para voltar a ganhar”, completou.
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