A Fórmula 1 deve anunciar oficialmente, até o próximo domingo, 15, o cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita devido à grave escalada militar no Oriente Médio. Segundo informações da imprensa internacional, incluindo veículos como BBC, Sky Sports e ESPN, a segurança de pilotos e equipes tornou-se insustentável após o início dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Com a suspensão das provas previstas para os dias 12 e 19 de abril, o cancelamento marca um momento histórico e preocupante: a categoria ficará sem atividades oficiais durante todo o mês de abril, algo que não ocorria desde o auge da crise sanitária de 2020.
A decisão da FIA e da Liberty Media foi precipitada por ataques diretos à infraestrutura civil e militar próxima aos autódromos. No final de fevereiro, um míssil iraniano atingiu uma base naval norte-americana a apenas 30 km do Circuito de Sakhir, forçando a interrupção imediata de testes de pneus da Pirelli. Além disso, a infraestrutura de energia no Bahrein e refinarias foram alvos de bombardeios, enquanto a Arábia Saudita registrou mortes em áreas residenciais na cidade de Al-Kharj, em 8 de março.
Calendário reduzido
Diferente de anos anteriores, as etapas canceladas não devem ser substituídas por circuitos europeus como Ímola, Portimão ou Istambul. De acordo com a organização, a falta de tempo hábil para organizar a logística de grandes prêmios substitutos reduziu o calendário de 2026 de 24 para 22 corridas. Os efeitos da guerra já haviam sido sentidos no GP da Austrália, onde escuderias enfrentaram enormes dificuldades para deslocar funcionários e materiais, obrigando a FIA a flexibilizar as regras de “toque de recolher” dos mecânicos por motivos de força maior.
Ver essa foto no Instagram
