A Ferrari decidiu abortar o uso de sua polêmica asa traseira móvel para o restante do GP da China após um susto envolvendo Lewis Hamilton na madrugada desta sexta-feira, 13. O componente, apelidado de “Macarena” por girar 180 graus, chegou a ser testado no treino livre único em Xangai, mas foi removido antes da classificação para a corrida sprint. A mudança ocorreu depois que Hamilton rodou na entrada da curva 6, relatando que os freios travaram no momento em que a peça fechou, o que acendeu um alerta de segurança imediato nos boxes da escuderia de Maranello.
Embora os dados coletados tenham encorajado os engenheiros, a asa traseira foi considerada “prematura” para enfrentar as 56 voltas da corrida principal. O heptacampeão mundial revelou que o plano original previa o uso da peça apenas na quarta ou quinta etapa da temporada, mas o processo foi agilizado pela fábrica. “Só tínhamos duas delas e talvez tenha sido um pouco prematuro”, explicou Lewis, confirmando que o time optou por retornar à configuração convencional utilizada no GP da Austrália para evitar riscos desnecessários em um final de semana de formato sprint.
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Investigação em Maranello
O chefe da equipe, Fred Vasseur, e seus pilotos agora focam em resolver a disparidade de velocidade em relação à Mercedes. Durante a classificação, a Ferrari não foi suficiente para bater as “Flechas de Prata”, com Hamilton e Leclerc terminando em quarto e sexto, respectivamente. Charles Leclerc minimizou o impacto da remoção do componente, afirmando que a inovação “não muda realmente o cenário atual”, enquanto Hamilton cobrou melhorias urgentes na unidade de potência para competir nas longas retas chinesas.
O foco da Ferrari agora se volta para o GP do Japão, daqui a duas semanas, onde novas análises em Maranello definirão se a asa revolucionária retornará ao bólido. Por ora, os técnicos investigam um problema não especificado que prejudicou Leclerc na reta oposta durante sua última tentativa de volta rápida.
