A performance avassaladora da Mercedes no Circuito de Xangai ligou o sinal de alerta em Lewis Hamilton, que agora exige um esforço redobrado da Ferrari para conter os rivais. Na madrugada desta sexta-feira, 13, o britânico garantiu o quarto lugar no grid para a prova curta, mas viu George Russell e Andrea Kimi Antonelli assegurarem uma dobradinha dominante para as Flechas de Prata. A classificação deixou claro que, embora o carro italiano apresente um bom balanço nas curvas, a deficiência de velocidade final nas retas chinesas tornou-se um obstáculo crítico para o heptacampeão, que terminou a sessão 0s641 atrás do pole position.
O desempenho da ex-equipe não passou despercebido pelo astro, que comparou o salto de performance dos alemães ao domínio histórico estabelecido há doze anos. “Estávamos cientes disso. Achávamos que a Mercedes tinha começado o projeto deste ano mais cedo do que os outros. Em 2014, eles fizeram o mesmo”, analisou o piloto, reconhecendo o mérito estratégico do time de Brackley. Durante a classificação, Lewis superou seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, que larga em sexto, mas ressaltou que a diferença para o topo ainda é preocupante para as pretensões da Scuderia na temporada.
Foco total em Maranello
Apesar da frustração com a velocidade de reta, Hamilton demonstrou otimismo com o comportamento dinâmico do bólido vermelho, mas foi enfático ao cobrar a fábrica italiana. “Precisamos trabalhar muito duro em Maranello para melhorar o desempenho. Fizemos um ótimo trabalho, mas precisamos trabalhar muito para diminuir essa diferença”, afirmou o britânico ao avaliar os próximos passos. O desafio agora é traduzir o bom feeling das curvas em resultados concretos na pista, superando também as McLarens de Lando Norris (2º) e Oscar Piastri (5º).
A Corrida Sprint será disputada à meia-noite, entre sexta-feira e sábado, no horário de Brasília, enquanto a definição do grid para a corrida principal acontece logo depois, às 4h.
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