Gabriel Bortoleto enfrentou o primeiro grande obstáculo técnico de sua trajetória na Fórmula 1 ao relatar falhas críticas no câmbio e no motor de seu carro durante a sexta-feira, 13, em Xangai. O brasileiro, que vinha de um resultado animador em Melbourne, não conseguiu esconder a frustração após se classificar apenas na 14ª posição para a corrida Sprint do GP da China. Em entrevista exclusiva ao sportv após a sessão, o piloto revelou que o problema de sincronização de marchas persistiu desde o único treino livre, impedindo que ele extraísse o potencial máximo da unidade de potência alemã nas desafiadoras retas do circuito chinês.
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Falhas mecânicas
A dificuldade técnica atingiu seu ápice nos momentos decisivos da classificação, prejudicando diretamente o tempo de volta do piloto. De acordo com o brasileiro, a inconsistência do equipamento causou erros de pilotagem inevitáveis na busca pelo limite. “Infelizmente, a gente teve uns probleminhas desde o treino com nosso motor, a gente tem sofrido com as marchas, algumas não têm entrado”, explicou o titular da Audi. O jovem relatou, inclusive, que passou reto em uma das curvas na última tentativa de volta rápida no SQ2 justamente porque o sistema de marchas travou completamente, impossibilitando a redução necessária.
Apesar do 14º lugar no grid e de ter ficado quase três segundos atrás de seu companheiro, Nico Hulkenberg, o brasileiro demonstrou uma maturidade acima da média para um estreante. O representante da Audi minimizou os erros, classificando as falhas como parte natural do processo de desenvolvimento de um time que acaba de ingressar na categoria máxima do automobilismo. “É aprendizado. Tudo novo, motor novo, são coisas de se esperar. A gente deu sorte que em Melbourne não deu nenhum problema desse”, afirmou o piloto, demonstrando confiança no trabalho dos engenheiros para as próximas sessões.
