Bastante envolvido nos debates em torno da Fórmula 1, George Russell abriu o jogo e comentou as mudanças promovidas pela FIA na largada das corridas. Na estreia da temporada, os pilotos da frente do grid tiveram alguns problemas para lidar com a recuperação de energia. Assim, em entrevista já no GP da China, o britânico da Mercedes explicou o que aconteceu exatamente.
“Houve um erro que pegou muitas equipes de surpresa, que foi o limite de recuperação de energia na volta de formação de grid. É uma regra bem peculiar. Não sei se vocês sabem disso ou não, mas em cada volta existe um limite de recuperação de energia. Os pilotos que largaram na primeira metade do grid e estavam além da linha de cronometragem já estavam dentro daquela volta“, contou Russell, em conversa na zona mista.
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George Russell incomodado com a Ferrari
Além das explicações, George Russell criticou a falta de união das equipes e citou a Ferrari como “boba” e “egoísta“. Isso porque a escuderia italiana não aceitou que a FIA mudasse o procedimento de largada, visto que Leclerc e Hamilton tiveram os melhores desempenhos no início de corrida no GP da Austrália. No entanto, a postura incomodou bastante o britânico da Mercedes.
“A FIA estava analisando a possibilidade de ajustar isso, mas, como você pode imaginar, algumas equipes que estavam fazendo boas largadas não queriam essa mudança, o que acho um pouco bobo. Mas não estou excessivamente preocupado. Ainda assim, definitivamente é um desafio. [A FIA] poderia fazer mudanças, acho que eles querem, mas precisam de uma supermaioria das equipes, o que não têm“, disparou George.
“Então, como eu disse, metade do grid errou em Melbourne. Vamos nos ajustar. Agora sabemos com o que precisamos tomar cuidado. A FIA só queria tornar nossa vida mais fácil e simplesmente remover esse limite de recuperação de energia. Mas, como acontece muitas vezes, as pessoas têm visões egoístas e querem fazer o que é melhor para si mesmas, e isso também faz parte da F1 e do desafio da F1“, completou o britânico.
