A diretoria do Botafogo decidiu dar um voto de confiança e bancar a permanência de Martín Anselmi no comando técnico, mesmo após a dolorosa eliminação para o Barcelona de Guayaquil. A queda precoce na terceira fase da Conmebol Libertadores, nesta terça-feira, 10, inflamou as arquibancadas do Nilton Santos, que reagiram com fortes protestos e gritos de “time sem vergonha”. Apesar do clima hostil, a cúpula alvinegra entende que o trabalho do argentino é qualificado, levando em conta o cenário adverso de início de ano, marcado por um elenco reduzido e o bloqueio de contratações via transfer ban.
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O argumento principal para a permanência reside na evolução demonstrada em momentos pontuais, como nas quartas de final do Carioca, apesar da eliminação diante do Flamengo por uma falha individual. Com 15 jogos no currículo — somando seis vitórias, sete derrotas e dois empates —, Anselmi ainda busca o equilíbrio ideal. A diretoria acredita que o desempenho ofensivo, criticado pela insistência em cruzamentos na derrota por 1 a 0 para os equatorianos, tende a melhorar com a integração de peças como Cristian Medina, Junior Santos e Ferraresi, que ainda não puderam atuar em sua plenitude.
Pressão de John Textor
Embora o treinador siga no cargo, a margem de erro tornou-se inexistente após as declarações contundentes de John Textor. O dono da SAF afirmou publicamente que “a mediocridade não é aceitável” e cobrou resultados imediatos. O grande teste para a permanência será no próximo sábado, 14, às 20h30, quando o Botafogo reencontra o Flamengo pelo Brasileirão. Sem nunca ter vencido um clássico desde que desembarcou no Rio de Janeiro, o técnico argentino sabe que um novo revés contra o maior rival pode tornar sua situação insustentável.
