Na manhã desta quarta-feira, 11, Ahmad Donyamali, ministro do Esporte do Irã, anunciou que o país não vai participar da Copa do Mundo, sediada nos Estados Unidos, México e Canadá. A justificativa foi a morte do líder Ali Khamenei, durante a guerra no Oriente Médio.
“Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo. Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença”, disse Ahmad Donyamali em entrevista à TV estatal do Irã.
Ali Khamenei foi morto após o ataque conjunto entre Estados e Israel no país, no dia 28 de fevereiro. O bombardeio resultou em uma resposta do Irã, que enviou mísseis a diversos países da região.
O Irã estava no Grupo G da Copa do Mundo, junto com Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia da seleção iraniana era prevista para o dia 15 de junho, diante dos neozelandeses, no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
No entanto, a participação ou não do país na competição passa pela decisão de Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã.
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Infantino revela conversa com Trump sobre participação do Irã na Copa do Mundo
Nesta terça, Gianni Infantino, presidente da FIFA, revelou por meio das redes sociais que se encontrou com o Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para debater assuntos relacionados ao Mundial. Entre os assuntos, os dois conversaram sobre a participação do Irã.
“Conversamos sobre a situação atual no Irã e sobre a classificação da seleção iraniana para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Durante a conversa, o Presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos. Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas, agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao Presidente dos Estados Unidos pelo seu apoio, que demonstra, mais uma vez, que o futebol une o mundo”, escreveu Gianni Infantino.
