A eliminação do Botafogo na Conmebol Libertadores, nesta terça-feira, 10, gerou uma onda de insatisfação que transbordou em um depoimento contundente do capitão da equipe. Logo após a derrota para o Barcelona de Guayaquil, em pleno Estádio Nilton Santos, o lateral-esquerdo Alex Telles soltou o verbo sobre o momento conturbado do Alvinegro. O desabafo chamou a atenção por blindar o elenco e sugerir que a responsabilidade pelos maus resultados não deve cair apenas sobre os ombros de quem entra em campo, evidenciando o desgaste interno que assombra General Severiano neste início de 2026.
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Recado para a diretoria
Inconformado com o placar que tirou o clube da principal competição do continente antes mesmo da fase de grupos, o lateral foi enfático ao analisar o cenário político e técnico. “O impacto é muito grande. Muitas vezes nós, jogadores, damos a cara, é a gente que vem jogar e dar nosso melhor, mas o clube não é feito só de jogadores”, disparou o atleta à ESPN. No centro do desabafo, ficou claro que o grupo se sente desprotegido diante de problemas como o transfer ban e as recentes brigas entre a SAF de John Textor e o clube social. “Futebol não aceita desaforo, e nosso grupo nunca desaforou o futebol. Mas, como falei, o futebol não é feito só dos atletas, é feito de muita coisa”, completou.
Enquanto o capitão optou por um tom mais crítico, o zagueiro Alexander Barboza preferiu o silêncio para evitar punições ou arrependimentos. O argentino admitiu que o clima no vestiário é de revolta, mas que prefere não falar “de cabeça quente” para não prejudicar ainda mais o ambiente. Para o defensor, o foco precisa ser mudado imediatamente, já que o calendário não permite lamentações prolongadas. O Botafogo agora se vê obrigado a juntar os cacos para enfrentar o Flamengo, no próximo sábado, 14, pelo Campeonato Brasileiro.
Fora da Libertadores, o Glorioso terá que se contentar com a disputa da Copa Sul-Americana nesta temporada, com sorteio previsto para a próxima semana.
