O lendário Novak Djokovic confirmou que a aposentadoria não faz parte dos seus planos imediatos ao garantir que ainda possui o “diferencial” necessário para bater os melhores do mundo. Atualmente na terceira posição do ranking da ATP, o sérvio utilizou sua participação no torneio de Indian Wells para reforçar que a chama competitiva segue acesa. Após uma campanha de destaque no Australian Open, em janeiro, onde derrubou Jannik Sinner em uma semifinal épica antes de cair para Carlos Alcaraz na decisão, o tenista provou que a longevidade é sua maior aliada no topo do tênis mundial.
Durante as coletivas no deserto da Califórnia, nesta quinta-feira, 5, o dono de 24 títulos de Grand Slam questionou a lógica de encerrar uma carreira que ainda entrega resultados de elite. “Para mim, foi um resultado fenomenal. Provei principalmente a mim mesmo e também aos outros que ainda posso competir no mais alto nível e vencer esses jogadores”, declarou o tenista. Para ele, o desempenho recente na Austrália foi o combustível necessário para seguir no circuito. “Então a minha lógica é: por que parar, enquanto ainda tenho essa chama, esse talento, qualidade e motivação para continuar?”, indagou.
Ver essa foto no Instagram
Calendário estratégico e foco nos grandes títulos
Com 38 anos, a estratégia do sérvio agora passa por uma seleção rigorosa de torneios, priorizando os Grand Slams e eventos preparatórios de peso, como o próprio Indian Wells, onde ele já ergueu o troféu cinco vezes. O objetivo é manter o corpo saudável para os momentos de maior pressão, sem se desgastar em um calendário exaustivo. “Gosto de entrar em quadra diante dos fãs e continuar competitivo. Ainda sou o número três do mundo, então não acho que esteja nada mal”, pontuou o atleta, que valoriza a emoção de enfrentar a nova geração.
