Nesta quarta-feira, 4, o prestigiado jornal espanhol Marca classificou o atual patamar financeiro do futebol brasileiro como uma ameaça direta à hegemonia da Champions League. Com um volume de transações que assusta os tradicionais centros europeus, a Série A consolidou-se como o segundo campeonato que mais gastou na última janela de transferências mundial. O mercado brasileiro atingiu a marca de 245 milhões de euros, superando potências como a La Liga (75 milhões de euros), a Bundesliga e a Ligue 1, ficando atrás apenas da bilionária Premier League inglesa.
Mercado brasileiro em alta
O símbolo máximo desta nova era é o retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo, em uma operação que ultrapassou os 40 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões), mesmo com o assédio de clubes como o Chelsea. Mas o domínio não é exclusivo da Gávea; o Palmeiras também chocou o mercado ao repatriar Jhon Arias do Wolverhampton e garantir Vitor Roque. Esse fenômeno de repatriar atletas em idade produtiva e com mercado na Europa mostra que o Brasil deixou de ser um mero exportador para se tornar um comprador agressivo no cenário internacional.
A publicação espanhola destaca que a capacidade de retenção de talentos, como Yuri Alberto no Corinthians e Pablo Maia no São Paulo, é o que garante o domínio absoluto na Copa Libertadores. O Cruzeiro, com a contratação de Gerson, e o Atlético-MG também foram citados como exemplos de clubes que hoje competem financeiramente com equipes da classe média europeia. Para o Marca, o Brasil não apenas vence em campo, mas agora dita o ritmo dos negócios, forçando a Europa a olhar para a América do Sul com um temor que antes não existia.
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