A guerra entre Irã e Estados Unidos tem afetado diversos países e pode chegar até a disputa da Copa do Mundo. Marcada para o mês de junho, a competição será realizada em solo americano. Dessa forma, a presença iraniana no Grupo G começou a ficar em dúvida diante dos recentes acontecimentos. O conflito, que também envolve Israel, não deve terminar tão cedo.
Assim, o Irã colocou em xeque sua presença na Copa do Mundo. Em entrevista à uma televisão estatal iraniana, o presidente da Federação de Futebol, Mehdi Taj, discursou e classificou a participação no torneio como “improvável“. “Com o que aconteceu e com o ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos olhar para a Copa do Mundo com esperança, mas são os dirigentes do esporte que devem decidir sobre isso“.
Nos bastidores, a ausência do Irã vem sendo considerada pela Fifa. No Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, a seleção poderia, inclusive, enfrentar os EUA na fase de mata-mata. Diante do atual cenário e pensando em preservar a população iraniana que vive em solo americano, o país pensa em boicotar a Copa do Mundo, o que seria um marco inédito na história do torneio.
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E se o Irã desistir da Copa por conta da guerra?
Diante da ausência do Irã, muitos torcedores se questionaram sobre como a Fifa resolveria a questão. A primeira chance é de que os Emirados Árabes Unidos herdem a vaga iraniana, já que ambos disputaram a classificação ao torneio diretamente. A outra possibilidade é que o Iraque deixe a repescagem e vá diretamente à fase de grupos, deixando os Emirados Árabes para a disputa das vagas restantes.
Em comunicado oficial, a entidade máxima do futebol pregou cautela sobre o tema. “Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhes, mas vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo”, disse o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom.
