A Justiça do Paraná garantiu a participação de Tifanny Abreu na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino, em Londrina. A decisão liminar foi concedida nesta sexta-feira, 27, pelo juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da Vara da Fazenda Pública da cidade, após ação movida pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
A entidade questionou um requerimento aprovado pela Câmara Municipal que tentava vetar a participação da atleta trans na competição. Com a decisão, Tifanny está liberada para atuar pelo Osasco São Cristóvão Saúde na semifinal contra o Sesc-Flamengo, marcada para esta sexta-feira.
Paralelamente, a CBV também protocolou contestação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. O caso envolve a lei municipal 13.770, promulgada em abril de 2024, que proíbe a participação de atletas cujo gênero esteja “em contrariedade ao sexo biológico de nascimento” em competições vinculadas ao município.
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Em nota, o Osasco destacou que Tifanny atua no voleibol nacional há mais de oito anos e cumpre “rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade” estabelecidos pela CBV. O clube também afirmou que a interferência de legislações municipais em competições federadas cria um precedente perigoso para o esporte brasileiro.
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) também se manifestou em apoio à atleta, defendendo que não há evidências científicas que comprovem vantagens competitivas inerentes a mulheres trans em relação a mulheres cis.
