A McLaren, atual detentora do título mundial, ligou o sinal de alerta e admitiu que começará a temporada de 2026 em uma postura totalmente defensiva diante de suas principais concorrentes. A revelação, feita pelo chefe da equipe, Andrea Stella, nesta quinta-feira, 26, mexe com as expectativas para o GP da Austrália. Após o histórico título de Lando Norris em 2025, que encerrou o domínio de Max Verstappen, a escuderia britânica parece reconhecer que o novo regulamento técnico pode ter alterado a hierarquia do grid neste primeiro momento.
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Estratégia da McLaren
Mesmo vindo de uma sequência de conquistas no Mundial de Construtores, o time de Woking prefere não assumir o papel de protagonista imediato. Stella utilizou uma analogia esportiva para explicar o planejamento técnico do modelo MCL40 nas primeiras corridas. “Usando uma metáfora do futebol, a primeira parte da temporada nos verá jogando de maneira um pouco defensiva, tentando explorar os contra-ataques”, comparou o dirigente italiano.
A equipe focou os nove dias de testes, realizados no Bahrein e em Barcelona, na confiabilidade e na coleta de dados. Ao todo, foram 1.108 voltas completadas por Lando Norris e Oscar Piastri. Embora o carro tenha se mostrado mais veloz do que sua versão anterior, a cúpula da equipe acredita que a concorrência direta — especialmente Ferrari e Mercedes — conseguiu encontrar soluções mais eficientes para o novo pacote aerodinâmico e de motores que estreia este ano.
Na visão de Andrea Stella, o grupo de elite da Fórmula 1 permanece restrito, mas com uma leve vantagem para os adversários. Ele confirmou que Ferrari, McLaren, Mercedes e Red Bull seguem isoladas na frente, porém, fez uma ressalva importante sobre o desempenho atual. “Dentro desse grupo de ponta, acreditamos que Ferrari e Mercedes estejam um passo à frente, embora seja difícil quantificar o tamanho dessa diferença”, afirmou o chefe da equipe sobre o início do campeonato.
