O futuro da oposta Tifanny Abreu no vôlei profissional vive um momento decisivo. Vereadores de Londrina, no Paraná, aprovaram um requerimento que visa vetar a participação da jogadora do Osasco na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino. O caso levanta um intenso debate sobre a interferência política no esporte.
A votação tem como foco a presença de Tifanny, jogadora transgênero, em quadra. A proposta gera opiniões polarizadas, dividindo torcedores, especialistas e políticos entre a defesa da inclusão e argumentos sobre igualdade técnica no vôlei.
Segundo o documento, “tal circunstância atrai a incidência direta e obrigatória da Lei Municipal nº 13.770/2024, que veda expressamente a participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento em competições esportivas realizadas em equipamentos públicos municipais ou vinculadas, direta ou indiretamente, ao Poder Público Municipal“.
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Tifanny vai poder jogar?
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) entrou com uma ação no Superior Tribunal Federal (STF) para garantir a participação de atletas legalmente inscritas na Copa Brasil. “A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV”.
Caso o veto seja aprovado, o time de Osasco terá um desfalque técnico significativo, além de enfrentar um imbróglio jurídico e regulatório junto à Federação de Vôlei. A equipe paulista enfrenta o Sesc-Flamengo, às 18h30 (de Brasília), e às 21h, no mesmo ginásio, o Gerdau Minas terá o Dentil Praia Clube pela frente.
