Nesta quarta-feira, 25, a frustração tomou conta do Mineirão após o empate por 1 a 1 entre Cruzeiro e Corinthians, resultado que gerou um forte protesto contra Tite. Mesmo após abrir o placar com Matheus Pereira no primeiro tempo, a Raposa viu o cenário desmoronar com a expulsão de William e o gol de empate sofrido aos 38 minutos da etapa final, acionando uma onda de cânticos hostis e pedidos de “adeus” direcionados ao treinador.
Em entrevista coletiva após o duelo, que contou com a presença de Pedro Lourenço, acionista majoritário da SAF, o técnico tentou manter a calma diante das críticas. “Primeira coisa, tem que ter o respeito ao torcedor, e a minha vida toda eu tive e vou continuar atento. Eu te respeito porque eu sei o quanto ele ama o Cruzeiro”, declarou o treinador. Ele reforçou que entende a dor do fã que volta para casa sem a vitória, mas pediu discernimento para separar o desempenho do resultado imediato, garantindo que o trabalho trará frutos na sequência da temporada.
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Crise contínua
O protesto desta noite não é um fato isolado, já que o técnico foi hostilizado anteriormente em partidas contra Betim e Coritiba. Contratado para substituir Leonardo Jardim, o ex-técnico da Seleção Brasileira vive um contraste nítido em 2026: enquanto brilha no Estadual, com a melhor campanha e vantagem na semifinal contra o Pouso Alegre, o desempenho no Brasileirão é alarmante. São quatro rodadas sem vencer, acumulando derrotas para Botafogo e Coritiba, além de empates contra Mirassol e o recente tropeço diante do Timão.
Mesmo sob forte pressão, o comandante defendeu a maturidade do elenco para lidar com as manifestações externas. “É um desafio de maturidade, de uma equipe que tem que saber respeitar uma manifestação do torcedor, mas também saber que ainda estamos em uma semifinal”, pontuou.
