Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, o piloto Charles Leclerc expressou sérias dúvidas sobre a capacidade dos novos carros de proporcionarem disputas próximas na Fórmula 1 de 2026. Com o fim do DRS e a introdução de unidades de potência complexas, o monegasco da Ferrari foi enfático ao relatar que, nas simulações reais de corrida, superar um adversário tornou-se uma tarefa árdua.
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O fim do DRS
A grande mudança deste ano foi a abolição do DRS, sistema que dominou a categoria até 2025, em favor do “Modo de Ultrapassagem”. Esta nova tecnologia utiliza a energia recuperada nas frenagens para entregar uma potência extra, mas exige que o piloto esteja a menos de um segundo do rival. Para Leclerc, a teoria ainda não se provou na prática: “Nas poucas situações em que me vi tentando ultrapassar, foi muito difícil. Então, imagino que será um grande desafio este ano”, declarou o piloto. Esteban Ocon, agora na Haas, endossou a crítica ao mencionar que os carros perdem tração dianteira excessiva ao seguirem de perto um concorrente.
A preocupação atinge também o comando das equipes. Andrea Stella, chefe da McLaren, alertou que a energia adicional pode resultar apenas em uma aceleração tímida no final das retas, sendo insuficiente para garantir a manobra. “Como comunidade da F1, devemos analisar o que pode ser feito para garantir que tenhamos algo viável e sensato”, afirmou Stella. Enquanto isso, veteranos como Lewis Hamilton e Max Verstappen foram ainda mais ácidos em suas críticas. O holandês da Red Bull chegou a classificar o novo regulamento como “anticorrida” e comparou a categoria a uma “Fórmula E com esteroides”.
Por outro lado, George Russell tentou trazer otimismo ao paddock. O piloto da Mercedes acredita que a gestão de energia variará drasticamente entre circuitos como Silverstone e Arábia Saudita, criando novas camadas estratégicas.
