Praticar exercícios físicos regularmente é uma das principais armas no combate à ansiedade e à depressão. No entanto, em certas situações específicas, a atividade pode funcionar como um gatilho para crises e transtornos mentais, quando em desequilíbrio com o corpo.
Isso pode acontecer em exercícios de alta intensidade, como o crossfit. Nessa situação, a frequência cardíaca dispara, a respiração fica mais rápida e curta, o corpo fica suado e os músculos tremem. Esses sintomas são os mesmos de uma crise para pessoas que sofrem de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) ou Síndrome do Pânico.
Isso também pode acontecer em situações de excesso de treino, quando o volume e a intensidade da atividade superam a capacidade de recuperação do corpo. O “overtraining” leva a um desequilíbrio no sistema nervoso autônomo e aumenta os níveis do cortisol, hormônio ligado ao estresse.
Assim, a pessoa passa a sentir uma irritabilidade constante, dificuldade para dormir, sensação de fadiga e palpitações mesmo em repouso.
Por fim, os exercícios físicos podem aumentar a ansiedade quando vêm acompanhados por pressão por resultados ou busca por um padrão. Nesses casos, o hobby que deveria ser saudável passa a prejudicar a saúde mental.
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Como evitar que o exercício físico vire um gatilho para crises de ansiedade
Quando o exercício físico vira um problema para a saúde mental, é necessário adotar certas medidas para recuperar o equilíbrio do corpo. Entre elas, destacam-se: praticar atividades de baixo impacto (natação, caminhada, yoga), prestar atenção na respiração (respiração diafragmática durante o descanso) e treinar sem monitoramento de calorias e batimentos (foco apenas no corpo e no prazer da atividade).
Por fim, praticar exercícios físicos segue como um dos principais meios de fortalecer a saúde mental, desde que feito com equilíbrio.
