Nesta segunda-feira, 23, a Unidade de Policiamento do Futebol do Reino Unido (UKFPU) confirmou o início de uma investigação após quatro atletas de elite sofrerem abusos racistas nas redes sociais. O cenário de intolerância ganha força apenas uma semana depois de o brasileiro Vini Jr., do Real Madrid, denunciar ataques semelhantes durante o duelo contra o Benfica, pela Champions League.
O rastro de ódio digital atingiu diversos clubes ingleses no último fim de semana. O meio-campista Hannibal Mejbri, do Burnley, e o zagueiro Wesley Fofana, do Chelsea, foram atacados logo após o empate por 1 a 1 entre as equipes. No domingo, 22, a violência atingiu o atacante Tolu Arokodare, do Wolves, e o ponta Romaine Mundle, do Sunderland. Mark Roberts, chefe da UKFPU, classificou os episódios como “abomináveis” e garantiu que a investigação foca na identificação técnica dos autores para que respondam criminalmente pelos atos.
Na Escócia, o cenário não foi diferente. A polícia local apura ofensas direcionadas a Emmanuel Fernandez e Djeidi Gassama, do Rangers, após partida contra o Livingston. Segundo a organização Kick It Out, os relatos de abusos online bateram recordes, apresentando um aumento de um terço em relação ao ano passado. No total, a temporada atual já registra um crescimento de 45% nas denúncias gerais, sendo que 38% delas ocorrem especificamente no ambiente das redes sociais.
Resposta das autoridades
O vice-diretor da UKFPU, Mike Ankers, revelou que os relatos oficiais à unidade saltaram 115%. Em nota, a Meta informou que coopera com as autoridades e remove conteúdos racistas assim que são detectados. Os clubes da Premier League também se manifestaram, afirmando que trabalharão em conjunto com os órgãos reguladores para banir os responsáveis. “Trabalhar duro é o único caminho para responsabilizar os autores”, destacou Ankers, reforçando que a polícia não recuará diante do aumento das denúncias.
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