A polêmica sobre o novo procedimento de largada da Fórmula 1 (F1) para 2026 ganhou um capítulo explosivo nesta segunda-feira, 23. Após George Russell, diretor da GPDA, classificar o sistema como uma “loteria” que pune o talento dos pilotos, Max Verstappen não perdeu a oportunidade de alfinetar os colegas de grid. Com o seu estilo direto e irônico, o piloto da Red Bull minimizou as queixas e sugeriu uma solução drástica.
“Se estão com tanto medo assim do novo procedimento, podem sempre começar a corrida a partir dos boxes“, disparou Verstappen ao ser questionado sobre as reclamações no paddock. Max, conhecido pela sua facilidade em adaptar-se a mudanças regulamentares, reforçou que a complexidade faz parte do ADN da categoria e que o foco deveria estar na engenharia, não em protestos.
“Provavelmente diria que é o que menos gosto. A palavra que pode definir o ano inteiro é gestão. Essa é a palavra certa. O carro tem menos aderência e acelera muito mais rápido na saída das curvas. O layout é completamente diferente e os pneus também”, disse Max Verstappen em entrevista ao podcast Up To Speed
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As declarações de Max criam um racha público entre os principais nomes da Fórmula 1. Enquanto Russell lidera um movimento por “justiça desportiva” e maior controle humano, Verstappen sinaliza que não apoiará qualquer boicote ou queixa formal da associação de pilotos em relação a este tema específico. Vale citar que o holandês comentou que o atual formato da categoria é o que ele “menos gosta”.
A FIA, por enquanto, observa a guerra de palavras de longe, mantendo o protocolo para o próximo GP, enquanto as equipes correm contra o tempo para decifrar os segredos das novas largadas “automatizadas”. George Russell, por exemplo, citou que o novo procedimento é pior entre todos aqueles que já presenciou na F1.
As mudanças na F1 na análise de Verstappen
A Fórmula 1 se prepara para uma revolução tecnológica em 2026, mas se depender da opinião de Max Verstappen, o futuro da categoria não parece nada promissor. Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, o piloto da Red Bull voltou a criticar duramente as novas regras da FIA, afirmando que o gerenciamento de energia dos novos carros pode forçar os pilotos a tomarem atitudes surreais na pista.
Assim, a grande reclamação do holandês gira em torno do aumento da potência elétrica (que passará a representar 50% do total da unidade de potência). Segundo Verstappen, em circuitos de alta velocidade e com retas longas, a bateria vai se esgotar tão rápido que os pilotos precisarão “tirar o pé” ou até frear onde normalmente estariam em aceleração total para conseguir recuperar energia.
“Acho que eles talvez não tenham percebido totalmente o quanto isso seria ruim. Veremos daqui a algum tempo. Neste circuito [Bahrein] ainda está tudo bem. Quando você vai para Melbourne, percebe realmente o quanto precisa reduzir a velocidade nas retas“, disparou o piloto.
Apesar de ter soltado uma breve risada ao mencionar a possibilidade de frear em plena reta, Verstappen logo retomou o tom sério para mostrar sua insatisfação com o rumo técnico da categoria. “Posso estar rindo agora, mas é claro que isso não faz sentido algum“, completou.
