A esperança de ver o Brasil com um cabeça de chave no deserto da Califórnia sofreu um duro golpe técnico. Com a derrota de virada para o peruano Ignacio Buse no Rio Open, João Fonseca estagnou no ranking e agora depende de um milagre para ser um dos favoritos no sorteio de Indian Wells. Para garantir a vantagem de pular a primeira rodada e evitar os grandes nomes do circuito logo de cara, o brasileiro precisaria que ao menos cinco tenistas do Top 32 desistissem do torneio, um cenário improvável para o evento que começa em março.
O risco do chaveamento em Indian Wells
A ausência no grupo dos 32 principais inscritos muda completamente a dinâmica do torneio. Sem o status de cabeça de chave, o brasileiro perde a proteção da ATP e pode enfrentar colossos como Novak Djokovic, Carlos Alcaraz ou Jannik Sinner já na segunda rodada. No ano passado, essa falta de privilégio resultou em uma eliminação precoce para Jack Draper, e a história ameaça se repetir caso a lista de entradas não sofra mudanças drásticas nas próximas semanas, considerando que o brasileiro deve figurar apenas como o 37º do mundo.
Além disso, ao optar por não disputar o torneio de Santiago na próxima semana para participar de uma exibição em Las Vegas, Fonseca abriu mão de somar pontos vitais que poderiam selar sua entrada no grupo de elite. Essa decisão estratégica prioriza o descanso e o marketing, mas deixa seu destino esportivo nas mãos da sorte. A proteção que um cabeça de chave recebe — como estrear diretamente na fase seguinte e não cruzar com os Top 4 antes das oitavas — agora é um benefício que parece distante para o carioca nesta temporada.
Sobrevivência nas duplas no Rio Open
Enquanto o planejamento para os Estados Unidos sofre ajustes, João tenta amenizar o prejuízo emocional no Rio de Janeiro. Ainda vivo na chave de duplas ao lado de Marcelo Melo, ele disputa a semifinal nesta sexta-feira, 20, contra os alemães Jakob Schnaitter e Mark Wallner.
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