A temporada de neve atrai milhares de praticantes de esportes de inverno todos os anos, mas também acende um alerta importante para a saúde, especialmente em relação às lesões no joelho. O esqui está entre as modalidades com maior índice de traumas articulares, exigindo preparo físico, técnica adequada e atenção redobrada às condições da pista.
O tema ganhou ainda mais destaque após a histórica conquista de Lucas Pinheiro Braathen, que no último sábado, 14, garantiu a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Milão-Cortina 2026, no slalom gigante masculino.
De acordo com especialistas, o joelho é a articulação mais vulnerável no esqui por suportar rotações bruscas, impactos e mudanças rápidas de direção. Lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) estão entre as mais comuns, muitas vezes causadas por quedas mal amortecidas ou pela tentativa de corrigir a postura em alta velocidade.
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Para reduzir os riscos, a preparação física antes da temporada é fundamental. Exercícios de fortalecimento muscular, especialmente para quadríceps, posteriores de coxa, glúteos e core, ajudam a estabilizar o joelho. Treinos de equilíbrio e propriocepção também são indicados para melhorar o controle do corpo em terrenos irregulares.
Outro ponto essencial é respeitar os limites individuais. Fadiga aumenta consideravelmente o risco de acidentes, assim como ignorar dores persistentes. Ajustar corretamente os equipamentos, utilizar botas adequadas e manter as fixações reguladas ao peso e nível técnico do esquiador também são medidas básicas de segurança.
Por fim, especialistas reforçam que o esqui pode ser praticado com segurança quando há preparo, consciência corporal e respeito às condições da pista.
