Lando Norris voltou à pista em Barcelona guiando pela primeira vez o MCL40, carro da McLaren para a temporada 2026 da Fórmula 1, em um cenário que marca a transição do atual campeão mundial para o novo regulamento técnico da categoria. No Circuito de Barcelona-Catalunha, o britânico inaugurou o programa de testes da equipe com o número 1 estampado no bico do carro, símbolo reservado ao detentor do título do ano anterior, em um dos cinco dias de shakedown liberados pela categoria para validar sistemas, confiabilidade e comportamento dinâmico antes do início oficial do campeonato.
O que representa o novo carro MCL40 da McLaren para Lando Norris
O MCL40 é o primeiro carro da McLaren projetado integralmente com Norris já como campeão mundial, o que aumenta a atenção em relação à sua performance desde os primeiros quilômetros. Visualmente, o monoposto apareceu com um esquema provisório em preto e cinza, tradicional nas fases iniciais de desenvolvimento, permitindo foco nos sensores, nos detalhes aerodinâmicos e em ajustes rápidos sem a preocupação com a pintura definitiva.
A presença do número 1 substituindo o habitual 4 cria uma associação direta entre o projeto de 2026 e a conquista de 2025, reforçando o peso simbólico do novo modelo dentro da equipe. Além disso, o carro foi montado às pressas para o início dos testes, em um cenário comum na Fórmula 1 moderna, em que cronogramas apertados de fábrica se estendem até a madrugada anterior ao shakedown.

Como o MCL40 se adapta ao novo regulamento da Fórmula 1 em 2026
A palavra-chave para entender o MCL40 da McLaren é adaptação ao regulamento de 2026, que traz menor downforce, aerodinâmica ativa e maior dependência de energia elétrica. O carro apresenta velocidade de curva inferior em relação ao modelo de 2025, algo esperado com a redução de carga aerodinâmica, mas em compensação aceleração e velocidade em linha reta tendem a ser superiores.
Esse novo pacote técnico torna a gestão de bateria e o uso da unidade de potência mais complexos, com maior foco em eficiência e recuperação de energia. O piloto passa a lidar com mapas de energia, modos de recuperação e estratégias de uso em reta e frenagem que exigem mais interação com os comandos no volante e interpretação de dados em tempo real.
Quais são as prioridades da McLaren nos testes com o MCL40
A escuderia de Woking optou por adiar sua entrada na pista para o terceiro dia de atividades, estratégia que busca otimizar o uso da quilometragem disponível em um cronograma de testes mais enxuto. Em Barcelona, as condições de pista frias, típicas de pré-temporada europeia, adicionaram um desafio extra ao aquecimento de pneus e à coleta de dados representativos para o restante do ano.
Os primeiros dias de rodagem do MCL40 não são planejados para exibir tempos de volta de destaque, e sim para construir uma base sólida de confiabilidade e correlação de dados. Dentro dessa agenda, a McLaren organiza o programa de trabalho em blocos ao longo do dia, com foco em tarefas fundamentais para entender o novo carro:
- Checagem de sistemas básicos, como freios, direção, câmbio e comunicação entre carro e box;
- Coleta de dados aerodinâmicos com uso de sensores, flow-vis e estruturas de medição;
- Avaliação da unidade de potência e dos diferentes modos de utilização de energia elétrica;
- Testes de confiabilidade em stints mais longos, simulando condições de corrida;
- Ajustes de acerto inicial para encontrar uma janela de funcionamento estável para o carro.
O desenrolar do programa também prevê a entrada de Oscar Piastri, com divisão de tarefas entre os dois pilotos ao longo dos últimos dias de testes em Barcelona. A participação de ambos é relevante para oferecer estilos de pilotagem diferentes, feedbacks complementares e, assim, permitir que a McLaren chegue ao Bahrein com um pacote mais refinado e adaptado ao novo regulamento de 2026.





