O novo carro da Ferrari para a temporada 2025 da Fórmula 1, o SF-26, chega com status de projeto decisivo para a equipe italiana. O monoposto já foi visto em ação em Fiorano, em um shakedown com Lewis Hamilton e Charles Leclerc, e chamou atenção pelo foco em redução de peso, eficiência aerodinâmica e adaptação ao regulamento mais restritivo em dimensões, em um contexto de teto orçamentário e tempo de pista limitados.
Qual é a importância do peso na Fórmula 1 moderna?
A palavra-chave neste contexto é peso do carro de Fórmula 1. Em uma categoria em que ganhos mínimos podem representar posições no grid, operar próximo ao limite mínimo de massa é um requisito básico de competitividade, especialmente em corridas com muitas mudanças de direção e frenagens fortes.
No caso do SF-26, a Ferrari declarou 770 kg com água, óleo e piloto, apenas 2 kg acima do peso mínimo regulamentar de 768 kg. Esse dado, pouco comum de ser divulgado, mostra o esforço da equipe em controlar cada quilo do projeto e preservar margem para ajuste de lastro e equilíbrio entre os eixos.

Como o regulamento afeta o peso e o desenho do SF-26?
O regulamento técnico recente levou os carros a ficarem mais curtos e estreitos, impactando diretamente o peso do monoposto e a forma de embutir todos os componentes. No SF-26, isso exigiu um redesenho completo de áreas sensíveis, como caixa de ar, laterais e região da suspensão dianteira.
Um exemplo visível é a adoção de um esquema de suspensão dianteira push rod, que influencia tanto o comportamento mecânico quanto a gestão do fluxo de ar. A redução das dimensões também afeta o sistema de refrigeração, que precisa de dutos mais eficientes sem aumentar a resistência aerodinâmica ou adicionar massa desnecessária.
- Menor distância entre eixos facilita mudanças de direção, mas exige acerto fino de suspensão.
- Carro mais estreito altera o comportamento em curvas de alta velocidade e sensibilidade ao vento lateral.
- Disposição interna de componentes influencia centro de gravidade e distribuição de peso entre frente e traseira.
Por que as equipes escondem dados de peso e dimensões na Fórmula 1?
Na atual Fórmula 1, detalhes como distância entre eixos e massa real dos carros tornaram-se informações sensíveis. Muitas equipes tratam esses números como segredo industrial, por entenderem que qualquer pista sobre o peso na F1 pode oferecer vantagem a concorrentes em comparação de desempenho e compreensão do conceito do carro.
Ao indicar que o SF-26 está próximo do limite mínimo, a Ferrari sinaliza que atingiu um objetivo básico de projeto, mas o desafio é manter isso na prática. Durante o ano, pacotes aerodinâmicos, reforços estruturais e itens de confiabilidade tendem a adicionar massa, exigindo controle rigoroso de materiais e de cada atualização introduzida.
- Projetar o carro abaixo do limite, para ter folga de lastro.
- Adicionar lastro em pontos estratégicos para otimizar o equilíbrio.
- Monitorar o impacto de cada atualização no peso total.
- Revisar materiais e componentes para compensar qualquer ganho de massa.
Que tipo de evolução é esperada para o SF-26 durante a temporada?
O diretor técnico Loic Serra indicou que o desenvolvimento do SF-26 será contínuo e não restrito ao início do campeonato. A Ferrari pretende introduzir evoluções já nos testes em Barcelona, seguindo a lógica atual da F1 em que o carro do primeiro Grande Prêmio é uma evolução direta do visto no shakedown.
As evoluções podem incluir novos pacotes de asa dianteira e traseira, ajustes nas saídas de ar, soluções diferentes de cobertura de motor e alterações de suspensão. Em todos os casos, a preocupação com o peso do carro de Fórmula 1 permanece central, pois qualquer aumento de massa precisa ser compensado por ganhos claros de performance.
O que o SF-26 revela sobre o momento da Ferrari na Fórmula 1?
O SF-26 retrata o momento técnico da Ferrari na Fórmula 1 de 2025 como um projeto que busca eficiência máxima dentro de um regulamento mais apertado, conciliando peso, aerodinâmica e confiabilidade. O fato de o carro estar apenas 2 kg acima do mínimo regulamentar sugere uma plataforma com margem para desenvolvimento ao longo do ano.
O comportamento do SF-26 nos testes em Barcelona e nas primeiras corridas indicará se as escolhas de distribuição de massa, dimensões e conceito geral foram eficazes. Em um cenário em que poucos décimos por volta decidem posições, operar o mais próximo possível do limite de 768 kg segue como um dos pilares de qualquer projeto competitivo da Scuderia.





