O piloto de Fórmula 1 mais seguido do Instagram é Lewis Hamilton, que ultrapassa 42 milhões de seguidores na plataforma. O número coloca o britânico muito à frente de qualquer outro piloto do grid atual e o posiciona no mesmo nível de influência de atletas globais e celebridades do entretenimento.
Como os seguidores se transformam em dinheiro fora das pistas?
A base de seguidores de Lewis Hamilton permite que cada publicação patrocinada gere entre US$ 250 mil e US$ 400 mil, de acordo com estimativas do mercado de marketing esportivo. Em um ano com campanhas recorrentes, a renda digital pode superar US$ 10 milhões, sem incluir contratos fixos de imagem.
Esse valor se sustenta pelo engajamento médio, que gira entre 1,5% e 2%, considerado alto para perfis com dezenas de milhões de seguidores. Para as marcas, isso significa alcance global imediato e associação direta com valores de performance, estilo e relevância cultural.

Quais marcas investem na imagem do piloto mais seguido?
Entre as principais empresas ligadas a Lewis Hamilton estão Tommy Hilfiger, Puma, Monster Energy e IWC Schaffhausen. Esses acordos vão além de postagens pontuais e incluem campanhas internacionais, eventos exclusivos e produtos licenciados.
Alguns desses contratos ultrapassam US$ 5 milhões por ano, especialmente quando envolvem coleções próprias ou presença constante em ações publicitárias. O diferencial está na consistência da imagem pública, que conecta esporte, moda e posicionamento social.
Por que a Fórmula 1 passou a valorizar tanto as redes sociais?
Desde a gestão da Liberty Media, a Fórmula 1 passou a tratar redes sociais como parte central do negócio. A categoria percebeu que novos fãs consomem esporte por vídeos curtos, bastidores e contato direto com atletas, não apenas pelas corridas.
Hoje, equipes avaliam alcance digital como ativo estratégico. Um piloto com milhões de seguidores ajuda a atrair patrocinadores, amplia a visibilidade da equipe e fortalece a presença da Fórmula 1 em mercados fora da Europa tradicional.
Outros pilotos também conseguem lucrar com seguidores?
Pilotos como Max Verstappen e Charles Leclerc acumulam entre 18 milhões e 22 milhões de seguidores, o que já permite ganhos entre US$ 50 mil e US$ 150 mil por publicação patrocinada. Embora distantes do líder, esses valores representam uma renda complementar relevante.
A diferença está no posicionamento. Perfis que exploram apenas o esporte tendem a atrair menos marcas fora do automobilismo, enquanto conteúdos ligados a lifestyle, viagens e moda ampliam o interesse comercial e elevam o valor de mercado.
O que essa nova lógica muda para o futuro da Fórmula 1?
Em alguns casos, a renda fora das pistas já representa mais de 40% do faturamento anual de um piloto de elite. Isso reduz a dependência exclusiva dos salários pagos pelas equipes e aumenta a longevidade financeira da carreira.
A Fórmula 1 caminha para um modelo em que talento esportivo e influência digital caminham juntos. Para as novas gerações, vencer corridas continua essencial, mas saber se comunicar pode definir quem constrói um legado financeiro duradouro.





