A origem dos carros mais estranhos da Fórmula 1 está na interpretação criativa dos regulamentos técnicos. Em diferentes períodos da categoria, equipes buscaram soluções fora do padrão para ganhar vantagem competitiva, explorando zonas cinzentas que ainda não eram claramente proibidas pelas regras oficiais.
Quais critérios levaram a Fórmula 1 a banir esses carros?
O principal fator para o banimento sempre foi o desequilíbrio competitivo. Quando um projeto apresentava vantagem técnica significativa e difícil de ser replicada, a FIA intervinha para preservar a igualdade entre as equipes e evitar domínios artificiais.
Além disso, a segurança teve papel decisivo ao longo dos anos. Algumas soluções aumentavam velocidades ou cargas aerodinâmicas de forma considerada arriscada, o que levou a entidade a agir para proteger pilotos, equipes e o próprio espetáculo esportivo.

Quais carros mais estranhos da Fórmula 1 foram banidos?
Entre os exemplos mais icônicos está o Brabham BT46B, conhecido como carro-aspirador. Projetado por Gordon Murray, o modelo utilizava um ventilador traseiro para sugar o ar sob o carro, aumentando drasticamente a aderência ao solo.
Outro projeto marcante foi o Tyrrell P34, o carro de seis rodas. A ideia era reduzir o arrasto aerodinâmico e melhorar a estabilidade dianteira, mas o conceito acabou inviabilizado por mudanças no regulamento e limitações técnicas dos pneus.
Por que o carro-aspirador da Brabham causou tanta polêmica?
O Brabham BT46B competiu apenas uma vez, no Grande Prêmio da Suécia, em 1978, mas foi suficiente para causar grande repercussão. O sistema de sucção criava uma vantagem aerodinâmica impossível de ser igualada pelos concorrentes.
Mesmo estando dentro do regulamento, a pressão política das equipes rivais foi intensa. O projeto foi considerado contrário ao espírito esportivo da Fórmula 1, levando a própria equipe a retirar o carro após sua única vitória oficial.
Como o Tyrrell de seis rodas mudou a visão sobre inovação?
O Tyrrell P34 mostrou que inovação extrema não garante sucesso duradouro. Apesar de resultados positivos iniciais, o desenvolvimento dos pneus dianteiros menores se tornou um problema constante ao longo das temporadas.
Esse caso levou a Fórmula 1 a refletir sobre limites técnicos aceitáveis. Posteriormente, o regulamento passou a restringir o número de rodas, encerrando definitivamente a possibilidade de projetos semelhantes no grid.
Que outros projetos curiosos também acabaram proibidos?
Além dos casos mais famosos, outros projetos entraram para a lista dos carros mais estranhos da Fórmula 1 que chegaram a ser banidos. As asas móveis, populares no fim dos anos sessenta, foram proibidas após falhas estruturais causarem acidentes graves.
Outro exemplo relevante foram os sistemas avançados de suspensão ativa. Apesar de extremamente eficientes, eles elevaram os custos de forma desproporcional, levando a categoria a bani-los para preservar a competitividade financeira entre as equipes.





