A Copersucar‑Fittipaldi, também chamada de Fittipaldi Automotive, surgiu do sonho de dois irmãos brasileiros — Wilson e Emerson Fittipaldi — de criar uma equipe de Fórmula 1 baseada no Brasil. Eles fundaram o projeto com apoio da cooperativa Copersucar, pretendendo levar um carro totalmente brasileiro à principal categoria do automobilismo mundial, enfrentando equipes com décadas de tradição e bases tecnológicas no Reino Unido.
Por que a equipe Copersucar‑Fittipaldi ficou esquecida?
A entrada da Copersucar‑Fittipaldi no campeonato mundial foi um marco para o automobilismo brasileiro, mas a falta de recursos e a distância das bases europeias dificultaram seu desenvolvimento. As temporadas entre 1975 e 1982 foram marcadas por dificuldades de competitividade e dificuldades financeiras. Mesmo com a presença de Emerson, bicampeão mundial, ao volante, a equipe não conseguiu vitórias, e seus resultados foram modestos frente aos gigantes europeus que dominavam a categoria.
Após a saída da Copersucar como patrocinadora, a escuderia mudou de nome para Fittipaldi Automotive, buscando novas parcerias e ajustes de estratégia, mas mesmo assim acabou encerrando suas atividades no fim da temporada de 1982, com desempenho aquém do esperado e sem pontos significativos no campeonato.

Quem foram as figuras mais marcantes dessa história?
Os protagonistas dessa equipe brasileira foram os irmãos Emerson Fittipaldi, duas vezes campeão mundial e um dos pilotos mais talentosos da década de setenta, e Wilson Fittipaldi Jr., irmão mais velho e cofundador do projeto. Enquanto Emerson trouxe experiência e prestígio às pistas, Wilson ficou à frente da gestão e das operações do time.
Outros nomes também surgiram no contexto da equipe, como o piloto finlandês Keke Rosberg, que conquistou seu primeiro pódio na Fórmula 1 pilotando para a escuderia brasileira, e técnicos que colaboraram com o desenvolvimento dos carros F7 e F8 em momentos específicos da trajetória da equipe.
Como essa equipe influenciou o automobilismo brasileiro?
Embora a equipe Copersucar‑Fittipaldi nunca tenha conquistado grandes resultados, ela deixou um impacto duradouro no automobilismo do Brasil ao provar que um projeto nacional podia competir no mais alto nível. A iniciativa foi uma inspiração para futuros pilotos brasileiros que um dia sonharam em não apenas competir, mas também liderar equipes próprias em grandes categorias.
Além disso, a iniciativa dos Fittipaldi abriu portas para que a comunidade local refletisse sobre a logística, o financiamento e os desafios tecnológicos de correr contra equipes estabelecidas em centros europeus de automobilismo — um alerta sobre os limites que os investimentos nacionais enfrentavam frente às estruturas internacionais.
Quais mitos ou equívocos cercam essa equipe lendária?
Um equívoco comum é pensar que a falta de sucesso em resultados traduziría insucesso em termos culturais ou de legado. Na realidade, a Copersucar‑Fittipaldi mostrou que competitividade na Fórmula 1 envolve mais do que talento: exige apoio financeiro robusto, logística internacional eficiente e tecnologia de ponta, algo difícil de sustentar para um projeto emergente vindo do Brasil na década de setenta.
Outro mito é que o projeto foi apenas uma “aventura familiar” sem impacto. Pelo contrário, sua participação reverberou na imprensa mundial e abriu debates sobre a presença de países fora da Europa no grid da Fórmula 1, lembrando à época que mesmo fora dos centros tradicionais havia espaço para ambição e ousadia.
Qual é o impacto dessa história para as novas gerações?
A história da lendária equipe brasileira da Fórmula 1 que foi esquecida no tempo serve como um lembrete de que o automobilismo vai além de vitórias e títulos. Ela enfatiza a importância do pioneirismo, da paixão pelo esporte e da coragem de competir frente a gigantes globais.
Hoje, com o retorno recente de pilotos brasileiros ao grid da categoria, há um renascimento de interesse pelo legado nacional nas pistas, e projetos como o da Copersucar‑Fittipaldi são redescobertos por fãs que buscam entender a rica história brasileira na Fórmula 1.





