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Home Automobilismo

O circuito de rua do Rio de Janeiro que marcou a história do automobilismo

Por Redação Sportbuzz
14/01/26 09:30:00
Em Automobilismo
O GP da Gávea que reuniu os maiores pilotos do automobilismo e se tornou um marco na história carioca

Carro da Ferrari com mosaico da Gávea - Créditos: depositphotos.com / bensib e Wikimedia commons

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O Circuito da Gávea ocupa um lugar singular na história do automobilismo brasileiro. Entre as décadas de 1930 e 1950, o traçado de rua no Rio de Janeiro reuniu pilotos nacionais e estrangeiros, carros velozes e um cenário natural que contrastava com o perigo extremo da pista, ajudando a consolidar o esporte a motor no país e projetando nomes como Chico Landi, primeiro brasileiro a correr na Fórmula 1.

O que foi o Circuito da Gávea no automobilismo brasileiro?

Conhecido como Circuito da Gávea e apelidado de “Trampolim do Diabo”, o traçado de aproximadamente 11 quilômetros ficou marcado pelas mais de 100 curvas e pelo alto grau de dificuldade. Criado em 1933, aproveitava ruas já existentes e outras em desenvolvimento, em uma época em que o asfalto ainda não dominava a cidade.

Muitos trechos tinham paralelepípedos e até trilhos de bonde, o que aumentava a instabilidade dos carros de corrida e exigia grande habilidade dos pilotos. A largada e a chegada aconteciam na região da Gávea, próxima ao antigo Automóvel Club do Brasil, entidade central na organização das provas e na difusão do automobilismo no país.

O GP da Gávea que reuniu os maiores pilotos do automobilismo e se tornou um marco na história carioca
Corrida de carros antigos – Fonte: Pexels

Por que o Circuito da Gávea foi chamado de “Trampolim do Diabo”?

A expressão “Trampolim do Diabo” está diretamente relacionada ao trecho de subida pela Rocinha, que apresentava curvas acentuadas, desníveis e poucos pontos de escape. Em uma época sem barreiras de proteção modernas, sem acostamentos amplos e com carros de competição ainda em estágio inicial de desenvolvimento, qualquer erro podia resultar em acidentes graves.

Além do sobe e desce da serra, o público assistia às corridas muito perto da pista, muitas vezes avançando sobre a rua para acompanhar a passagem das chamadas “baratinhas”, como eram conhecidos os carros de corrida da época. A proximidade de barrancos, muros, árvores e canais reforçava a sensação de risco constante e ajudou a fixar a fama de pista perigosa.

Quais eram os principais riscos e características perigosas do circuito?

A combinação entre relevo acidentado, vias estreitas e quase nenhuma proteção para pilotos e espectadores tornava o Circuito da Gávea um desafio extremo. Esses elementos, somados à precariedade dos recursos de segurança da época, explicam por que a pista ficou marcada na memória do automobilismo como uma das mais perigosas do mundo.

  • Curvas em “Z” na subida da Rocinha;
  • Trechos estreitos e sem proteção adequada;
  • Piso misto, com paralelepípedos e trilhos de bonde;
  • Proximidade de canais, encostas e muros.

Quem foram Chico Landi e os outros protagonistas do Circuito da Gávea?

A história do Circuito da Gávea também é a história de seus principais pilotos, que ajudaram a criar a cultura de corridas no Brasil. Entre os nomes mais lembrados estão Manuel de Teffé e Irineu Corrêa, que tiveram papel importante na criação das provas e se destacaram nas primeiras edições.

Irineu Corrêa, apelidado de “Leão de Petrópolis”, venceu a corrida de 1934 depois de largar nas últimas posições, mas morreu em um acidente no ano seguinte, em um canal no Leblon, reforçando a imagem de circuito perigoso. Ao lado desses pioneiros, o paulista Chico Landi ganhou protagonismo, somando três vitórias e usando a experiência na Gávea como base para se tornar o primeiro brasileiro na Fórmula 1.

Qual foi o papel dos pilotos estrangeiros no Circuito da Gávea?

Além dos brasileiros, vários estrangeiros marcaram presença e deram caráter internacional às corridas na Gávea. Pilotos argentinos, italianos, franceses e suíços venceram diferentes edições, atraídos pela fama do circuito e pelo desafio técnico do traçado de rua carioca.

Nomes como Carlo Pintacuda, Luigi Villoresi, José Froilán González e Emmanuel de Graffenried ajudaram a projetar o Grande Prêmio do Rio de Janeiro no cenário do automobilismo de rua da primeira metade do século XX. A presença desses pilotos reforçou o intercâmbio esportivo entre o Brasil e a Europa em um período em que o automobilismo ainda se estruturava mundialmente.

Como era o traçado original do Circuito da Gávea?

O traçado do Circuito da Gávea combinava cenário urbano, serra e orla marítima em uma única volta, algo raro para a época. Localizado entre Gávea, Leblon, São Conrado e Rocinha, o percurso aproximado incluía ruas em expansão, avenidas recém-abertas e trechos sinuosos de montanha.

  1. Saída na região da Gávea, próxima ao Automóvel Club;
  2. Passagem pelo Leblon e pela Avenida Visconde de Albuquerque;
  3. Trecho pela Avenida Niemeyer, margeando o mar em direção a São Conrado;
  4. Subida pela Rocinha, nas curvas que originaram o apelido “Trampolim do Diabo”;
  5. Passagem pela área do atual Parque da Cidade;
  6. Descida de volta em direção ao Leblon e retorno à Gávea.

Quais foram os tempos de volta e o desempenho dos carros na Gávea?

Em termos de tempo de volta, um dos marcos foi estabelecido em 1952, quando Chico Landi registrou cerca de sete minutos para percorrer os 11 quilômetros do circuito. A marca é frequentemente citada como a melhor já obtida na pista e ilustra o nível de competitividade alcançado pelos pilotos naqueles anos.

O desempenho era ainda mais significativo considerando as condições do traçado, a tecnologia limitada dos carros e a ausência de recursos de segurança que se tornaram padrão décadas depois. Mesmo assim, os competidores ultrapassavam 150 km/h em alguns trechos, extraindo o máximo de máquinas que hoje são vistas como verdadeiras relíquias históricas.

Qual é o legado do Circuito da Gávea para o automobilismo brasileiro?

As últimas provas no Circuito da Gávea foram disputadas em 1954. A expansão urbana dos bairros da Zona Sul do Rio, o crescimento das comunidades do Vidigal e da Rocinha e a evolução das normas de segurança contribuíram para o fim das corridas naquele formato de rua e para a migração dos grandes eventos para autódromos dedicados.

Apesar do desaparecimento das provas, a memória do “Trampolim do Diabo” permanece em relatos, arquivos de jornais e fotografias históricas. O circuito é frequentemente citado como um dos ambientes onde o automobilismo brasileiro deu passos importantes, tanto na formação de pilotos, como Chico Landi, quanto na criação de uma cultura de corridas que mais tarde acompanharia nomes como Ayrton Senna na Fórmula 1.

Tags: AutomobilismohistóriaRio de Janeiro
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