A história do clube Reggiana reúne tradição, colapsos financeiros e recomeços marcantes no futebol italiano, mesmo após quase 100 anos de existência. O time passou por falência em 2005 e novamente em 2018, sendo reconstruído praticamente do zero para preservar sua identidade e retornar às competições profissionais.
Como foi a trajetória histórica do Reggiana?
Fundado em 1919 na cidade de Reggio Emilia, o Reggiana construiu uma trajetória marcada por ascensões e quedas no futebol italiano, incluindo participações relevantes na Série A durante a década de 1990. Esses períodos de destaque alternaram com rebaixamentos e dificuldades financeiras que colocaram o clube constantemente à prova.
Foi justamente nesse contexto de instabilidade que Carlo Ancelotti teve sua primeira experiência como técnico principal, ajudando o clube a se reerguer esportivamente na temporada de 1995/96. A passagem marcou o início de sua carreira à beira do campo e simbolizou um raro momento de estabilidade em meio aos desafios do Reggiana.
Como o Reggiana enfrentou duas falências ao longo de sua trajetória?
Após anos alternando entre divisões do futebol italiano, o Reggiana sofreu com administrações instáveis e dívidas crescentes que o levaram à primeira falência em 2005, obrigando o clube a reformular sua estrutura e recomeçar em divisões inferiores.
Mais tarde, em 2018, novamente não conseguiu comprovar garantias financeiras e foi excluído da Serie C, caracterizando sua segunda falência em pouco mais de uma década. O clube teve então de ser refundado sob nova direção antes de reconstruir caminho de volta ao futebol profissional.

Quais erros aceleraram o colapso financeiro do clube?
A falência foi consequência de problemas acumulados ao longo de anos, sem correções estruturais eficazes. Alguns fatores se destacaram por tornar essas crises profundas e difíceis de superar rapidamente, como gestões administrativas frágeis, falta de diversificação de receitas e queda de desempenho esportivo.
- Gestões administrativas frágeis: ausência de planejamento financeiro e controle de gastos.
- Receitas pouco diversificadas: dependência excessiva de bilheteria e vendas pontuais de atletas.
- Quedas esportivas frequentes: rebaixamentos reduziram visibilidade e atração de patrocinadores.
- Dívidas fiscais e trabalhistas: comprometeram o fluxo de caixa e capacidade de operação.
- Falta de investidores estáveis: dificultou a sustentação do projeto a longo prazo.
Como o clube conseguiu se reerguer após os dois colapsos?
Após cada falência, o Reggiana precisou criar nova estrutura esportiva e administrativa, retomar competição nas divisões inferiores e recuperar credibilidade junto a patrocinadores e apoiadores. Essa reconstrução exigiu disciplina financeira e compromisso com objetivos de longo prazo.
Com uma gestão mais cautelosa, o clube voltou a atrair investidores e conquistou novamente espaço no futebol italiano, alcançando o acesso à Serie B após décadas de reconstrução e sinalizando um novo capítulo em sua trajetória.
A ligação emocional com os torcedores permaneceu forte e foi crucial para cada processo de refundação, já que a comunidade apoiou esforços para reconstruir o clube e manter viva sua história centenária.
Por que a história do Reggiana é lembrada no futebol?
A trajetória do Reggiana mostra que tradição e paixão podem superar dificuldades administrativas e financeiras, e que um clube pode renascer mesmo após duas falências significativas. Casos como esse inspiram torcedores e exemplificam a força do esporte além das quatro linhas.
Se este conteúdo foi interessante para você, compartilhe com quem gosta de histórias reais do futebol e casos de recomeço no esporte.





