Manter uma equipe na Fórmula 1 significa sustentar uma operação contínua de desenvolvimento, testes, viagens e tomada de decisões estratégicas durante todo o ano. Isso inclui desde a fabricação dos carros até a presença em cerca de vinte e quatro etapas distribuídas por vários continentes, exigindo planejamento financeiro constante.
Quais são os principais custos fixos de uma equipe de Fórmula 1?
Um dos maiores custos está relacionado aos recursos humanos. Engenheiros, mecânicos, analistas de dados e estrategistas formam equipes que podem ultrapassar mil profissionais, todos altamente especializados. Apenas a folha salarial técnica consome dezenas de milhões de dólares por temporada.
Além disso, há os gastos com infraestrutura. Muitas escuderias mantêm fábricas modernas no Reino Unido, equipadas com túneis de vento, centros de simulação e laboratórios avançados. A manutenção dessas estruturas exige investimentos contínuos, independentemente do desempenho nas pistas.

Quanto custa desenvolver e manter um carro competitivo na Fórmula 1?
O desenvolvimento de um carro de Fórmula 1 envolve pesquisa aerodinâmica, materiais compostos e processos industriais complexos. O custo de um único chassi pode ultrapassar US$ 15 milhões, considerando projeto, fabricação e testes iniciais antes mesmo da temporada começar.
Durante o campeonato, novas peças são introduzidas constantemente para ganhar desempenho. Equipes que não produzem seus próprios motores ainda precisam pagar fornecedores como Ferrari ou Mercedes, o que pode representar mais de US$ 20 milhões por temporada apenas em unidades de potência.
Como a logística internacional influencia o orçamento das equipes?
A Fórmula 1 é um campeonato global, com corridas na Europa, Ásia, América e Oriente Médio. Transportar carros, peças e equipamentos exige uma logística aérea complexa, geralmente feita com aviões cargueiros fretados, o que gera custos milionários ao longo do ano.
Além do transporte, as equipes arcam com hospedagem, alimentação e deslocamento de centenas de funcionários em cada etapa. Em corridas fora do eixo europeu, esses gastos aumentam significativamente, podendo representar entre 10% e 15% do orçamento anual total.
O teto orçamentário realmente limita os gastos da Fórmula 1?
O teto orçamentário foi criado para conter despesas e equilibrar a competição. A partir desse ano de 2026, o teto será U$ 215 milhões, cobrindo custos diretamente ligados ao desempenho do carro, como desenvolvimento e operação durante as corridas.
No entanto, salários de pilotos, marketing e algumas estruturas ficam fora desse limite. Na prática, mesmo com o teto, manter uma equipe de Fórmula 1 por apenas uma temporada pode ultrapassar US$ 300 milhões, somando todos os gastos permitidos e indiretos. O vídeo abaixo do perfil @onboard_br, no TikTok, explica um pouco mais sobre a mudança que haverá no teto em 2026.
Como os custos da Fórmula 1 se comparam a outras categorias?
Quando comparada a outras categorias do automobilismo, a diferença é clara. Na IndyCar, uma equipe competitiva pode operar com menos de US$ 20 milhões por ano, enquanto na Fórmula E os custos também são consideravelmente menores.
Essa disparidade explica por que a Fórmula 1 é restrita a grandes montadoras e grupos financeiros robustos. O alto investimento funciona como uma barreira de entrada, mas também sustenta o nível tecnológico e o prestígio global da categoria.





