Após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa América, Dorival Júnior permaneceu nos Estados Unidos. O treinador se mostrou incomodado com as críticas à sua postura antes das cobranças de pênaltis, que decretaram o adeus do Brasil na competição. A imagem do treinador supostamente fora da decisão dos batedores repercutiu.
Antes de Federico Valverde abrir as penalidades máximas para o Uruguai, as duas seleções se reuniram para uma palavra final. Enquanto Marcelo Bielsa conversava com os jogadores, Dorival Júnior ficou de fora da roda de concentração dos atletas, imagem que repercutiu de forma negativa entre os torcedores brasileiros, principalmente após a derrota.
Acusado de não ter comando sob a equipe por alguns torcedores, Dorival Júnior comentou que os jogadores estavam recebendo as instruções de seu filho e auxiliar Lucas Silvestre. Além disso, sua postura foi a mesma que tomou em outras ocasiões de pênalti ao longo da carreira, o que o irritou pela quantidade de críticas.
“Achei um absurdo tudo o que fizeram. Em momento algum me questionaram a respeito de maneira mais direta… Nem sabia daquele assunto. Por uma foto, interpretaram de tal forma que parecia um absurdo de outro mundo. Então, eu preciso ter uma prancheta na mão com os nomes para passar um sentido de organização em cima de um grupo?”, disse o treinador em entrevista ao ‘GE’.

O comandante revelou que os batedores já haviam sido definidos de forma prévia e, como se acostumou ao longo da carreira, não via necessidade de entrar naquela última conversa. “Em todas as cobranças que eu participei, eu nunca entro naquela roda. Tudo o que fizemos foi preparatório e anterior a partida. Naquele momento, não preciso falar nada”, complementou o técnico.
